Blog do Cardoso

Bastidores da política local e nacional

ago

29

23:35

A OI, operadora de telefonia fixo e móvel, lançou uma promoção da China. Quem ligava de OI para OI e seu sistema fixo ( Telemar) tinha direitos a bônus. Foi um sucesso! A maioria, assim como eu, mudou para a operadora da família do senador Tasso Gereissati.

Dois meses depois, o resultado foi desastroso. A OI eliminou a promoção e passou a cobrar tarifas para ressarcir o “prejuízo”. Coitados de nós, os incautos. Quem adquire uma recarga de R$ 20, não consegue falar mais do que 5 minutos. E o Procon, assim como o Ministério Público, não tomam nenhuma medida. E quando você reclama para os órgãos de defesa do consumidor, a voz do outro lado da linha lhe atende com um “oi”.  

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ago

29

23:13

Estive hoje na Comissão de Direitos Humanos da OAB. Não havia um advogado. Perguntei a secretária do setor como poderia entrar em contato com o presidente da comissão, doutor Pedrosa, e ela respondeu que o advogado quase não se faz presente.

Expliquei que era uma denúncia de tortura praticada pelo serviço velado da Polícia Militar contra um frentista, confundido com um assaltante  de alta periculosidade. Informei que o amigo havia sido barbaramente torturado, chegando, inclusive, a defecar nas sessões de porradas. Solicitei, então, o número do telefone do doutor Pedrosa. O secretária disse que, por determinação do presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, não tinha permissão para atender ao meu pedido. Eu e a pessoa, vítima dos torturadores, voltamos decepcionados.   

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ago

29

22:58

O jornalista Marco Deça, um dos melhores analistas da política local, anda feito aquele personagem de uma novela global, interpretado pelo ator Francisco Couco, que viveu o personagem “Montana”. Nome da novela: “Andando nas Nuvens”. Não acredita em nenhum momento que a corte, ou alta corte, da justiça deste país tome decisões políticas em lugar da afirmação jurídica.

Ora, não é e nem será a primeira vez que assitiremos a resultados políticos em lugar da confirmação das leis. No Maranhão, nem se fala. Fiz previsão em meu blogue (longe de ser Mãe Dinhá) que Castelo deve sair vitorioso por uma placar de 4×2 no julgamento do pleno do TRE na questão que lhe envolve em uma dívida na justiça eleitoral.

Compreendo a inquietude do Marcos Deça. Mas não posso perdoar sua rara inocência. Diz em seu blogue que não podemos desconfiar do julgamento jurídico da TRE. Também, concordo. Mas não sou tolo o suficiente para deixar de acreditar no que passa pela cabeça de nossos magistrados. Vamos, então, clarear as dúvidas de Marco Deça.

Três promotores do Ministério Público Eleitoral do Maranhão deferiram a candidatura de João Castelo. Marcos Deça, se concordou ou não, nada disse. Alegaram razões legais para suas conclusões. Mais uma vez ninguém falou nada. Exceto o advogado da coligação do candidato Clodomir Paz, Daniel Leite, que representa muito bem o seu papel.

O juiz eleitoral Lucas Neto fez coro à decisão dos promotores. Deferiu a candidatura de Castelo. Outra vez, ninguém ousou contestar juridicamente Neto, exceto o advogado Daniel Leite. Então, se temos desconfiança da corte do TRE, por que não foram usados, na época. argumentos para combater os dois primeiros resultados? Marcos Deça, de quem sou adimirador, com a palavra.

Estava em casa assistindo ao pronunciamento do senador Pedro Simon (rara exceção neste país) falando sobre o entendimento político. Dizia o senador gaúcho que, após o impedimento por questões de saúde do presidente Trancredo Neves para assumir o comando do Brasil, a cúpula do seu PMDB reuniu e chegou a conclusão de que o sucessor natural e legal era o então presidente da Câmara Federal, Ulisses Guimarães (como reza a linha sucessória presidencial) para assumir a Presidência da República.

Simon levou a decisão das bancadas do PMDB na Câmara Federal e do Senado para Ulisses Guimarães, com o argumento de que José Sarney não poderia ser o presidente do país porque Tancredo Neves não havia assumido o cargo. Portanto, o senador maranhense não era o vice de direito. Segundo Pedro Simon, em seu relato na tribuna do Senado Federal, Ulisses Guimarães ergueu seus olhos azuis para o alto e falou: “Caro Simon, já consultei o general Leônidas Caldas (apontado por Tancredo como futuro ministro do Exército), que é um dos melhores especialistas em legislação eleitoral deste país, e ele  garantiu que a vaga é do Sarney”; Não precisa falar sobre o resultado. Entendeu, Marcos Deça?             

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ago

28

20:14

O almoço oferecido pelo deputado federal Roberto Rocha, na Cabana do Sol, ao candidato do PSDB à sucessão municipal de São Luís, João Castelo, deixou claro a tendência das principais lideranças políticas e dos assessores mais próximos do governador Jackson Lago.

Lá esteve o líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Tavares, filiado ao PSB, partido que apóia a candidatura de Flávio Dino, e que indicou a vice Helena Duailibe. Tavares, e ao que parece o tio José Reinaldo Tavares, estão no navio castelista. Ou melhor: acreditam que navegam em águas tranqüilas rumo ao porto seguro. O deputado federal Ribamar Alves, também do PSB, fez questão de ficar ao lado do candidato tucano, assim como o pessebista deputado Professor Lima.

O secretário-chefe de gabinete do governador Jackson Lago, ex-deputado Luiz Pedro, filiado ao PDT, marcou presença e não negou seu apoio ao candidato tucano. A presença de Luiz Pedro, na verdade, é uma clara demonstração de que os históricos pedetistas estão com a bússola e atracados no convés do navio castelista. Um exemplo mais forte: o secretário Aziz Santos, além do secretário pedetista, deputado licenciado Carlos Braide, que esteve no almoço. O PDT, não custa lembrar, tem candidato: Clodomir Paz.  

O PMDB, que tem como candidato o deputado federal Gastão Vieira, marcou presença. O deputado Fufuca era de todos o mais eufórico. Aliás, mais dois deputados do partido de Gastão Vieira estão com Castelo. O que demonstra que parte do partido deixou a popa e veio se colocar na proa da nau castelista.

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ago

28

20:13

O candidato do PDT à sucessão do prefeito Tadeu Palácio, Clodomir Paz, suspendeu hoje todas as atividades de campanha. Motivo: faleceu uma cunhada e ele teve que se deslocar para o interior, a fim de participar do ato fúnebre.

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ago

28

20:13

O blogue do jornalista Luis Cardoso publicou que a candidatura de João Castelo não iria passar do TRE. Hoje ele tem pensamento diferente. Acha que o resultado será favorável ao tucano. E ainda se arrisca a prevê um placar de 4×2. Anotem.

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ago

26

20:19

Enquanto a Assembléia Legislativa, através de sua ampla maioria, aprova todas as matérias e age como deseja o Poder Executivo, contrariando inclusive o princípio democrático da independência entre os poderes, o Governo do Estado, ao que parece, mandou arquivar todos os pleitos do Legislativo Maranhense. Nos últimos meses, os deputados tiveram projetos vetados, o aumento nos valores das emendas parlamentares foi rejeitado e, agora, o governo fechou cofres, penalizando o que de melhor a Assembléia Legislativa vinha mostrando: suas ações através da mídia.

 

Em menos de oito meses, boa parte dos deputados teve seus projetos vetados por iniciativa do Poder Executivo. “Alguns que até coincidiam com os claros interesses do próprio governo”, reclama um deputado do PSDB, da base governamental. O líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Edivaldo Holanda teve diversas matérias rejeitadas e engoliu cobras, sapos e mosquitos para não se chocar com o governo que defende.

 

Durante duas semanas, cerca de 24 deputados da base governista, com a participação indireta de mais 14 deputados da bancada de oposição, criaram um movimento para aumentar os valores de suas emendas, que eram de R$ 1,5 milhão, para R$ 3 milhões. Ao tomar conhecimento das reivindicações dos parlamentares, o governo não quis conversa e mandou seus líderes abortarem o movimento.

 

Dias depois, os deputados voltaram a se reunir e decidiram, pelo voto, recuar do pedido de R$ 3 milhões. “Generoso”, o governo mandou aumentar de R$ 1,5 milhão para R$ 1,6 milhão as emendas parlamentares. “Foi uma humilhação, mas nada podemos fazer. Ninguém ousar enfrentar”, lembra um deputado do PDT, partido do governador.

 

Nos últimos meses, a Assembléia Legislativa passou a sentir na pele o desprestígio imposto pelo Executivo. As ações dos deputados ganharam visibilidade através de programas como “Assembléia em Ação”, levado ao ar por todas as emissoras de TV do Maranhão, “Assembléia em Foco”, retransmitido por quase todas as emissoras de rádios do Estado e veiculação na mídia impressa de quase todos os municípios.

 

A partir de julho, o governo trancou as torneiras, deixando, inclusive, de repassar os valores corretos a que tem direito a Assembléia Legislativa. Com isso, faltou recursos para que o poder possa prestar contas à sociedade de suas ações. A falta de apoio e reciprocidade do governo prejudicou sensivelmente a administração do deputado João Evangelista, considerada uma das melhores de todos os tempos.

 

Até o momento, as reações se limitam as conversas isoladas no plenário da Assembléia Legislativa, mas alguns deputados acreditam que o caldo vai engrossar após o período eleitoral. A ser verdade, a oração de Santo Antônio, “É dando que se recebe”, de ambas as partes, voltará a marcar as relações entre os dois poderes.

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ago

26

20:18

Se depender do governador Jackson Lago, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado João Evangelista, volta a governar o Maranhão por mais uma semana, mas com os poderes da rainha da Inglaterra.

 

Jackson Lago tem viagem programada para a primeira quinzena de setembro. Vai tratar da saúde, provavelmente em Cuba. Porém, Evangelista tem um entrave pela frente: o vice-governador Pastor Porto. O vice mandou avisar que não abre mão de substituir Jackson Lago, a qualquer tempo, em qualquer hora e em qualquer lugar.

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ago

23

12:04

O governador Jackson Lago aguarda apenas a publicação no Diário Oficial da União, no anexo da Justiça Federal, da súmula vinculante, aprovada na quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal, que proíbe o nepotismo nas esferas do Executivo, Judiciário e Legislativo, para exonerar quatro parentes seus que ocupam cargos comissionados na administração estadual. Lago confirmou na sexta-feira a dois de seus principais assessores a intenção de cumprir a lei, que deve entrar em vigor a partir do dia 27 deste, quarta-feira.

 

Ao contrário de outros governadores nordestinos que estão procurando brechas para manter seus parentes nos cargos públicos, sem prestarem concurso, Jackson Lago confirmou que acatará as novas normas. Portanto, cumprirá a decisão de exonerar os quatro parentes diretos e indiretos, até o terceiro grau que ocupam cargos comissionados no Executivo.

 

Dos parentes que estão ocupando cargos em comissão, tem a esposa Clay Lago, que sua secretária particular, a cunhada Cristina Moreira Lima, que é adjunta de Clay Lago, o irmão Antônio Carlos Lago, presidente da Emap, Olívia Lago, que é chefe de gabinete na Secretaria de Representação Institucional em Brasília, que tem como titular do cargo o irmão de Jackson, o ex-deputado federal Wagner Lago.

 

Permanecerão nos cargos assegurados pela súmula vinculante os seguintes parentes do governador Jackson Lago: Augusto Lago, secretário-adjunto da Casa Civil, por ser parente em quinto grau, o genro e secretário de Indústria e Comércio, Júlio Noronha, e o irmão Wagner Lago, por exercerem cargos de secretários.

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ago

23

12:04

Sai hoje no jornal O Estado do Maranhão novos números da Escutec sobre a sucessão municipal de São Luís. De acordo com a pesquisa, Castelo se manteve no mesmo patamar da resultado do Ibope, em 45%, Clodomir Paz subiu dois pontos percentuais, para 15% e Cléber Verde fica na terceira colocação.

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ago

22

21:08

Tenho comigo a relação de todos os cargos comissionados da Assembléia Legislativa e da Câmara Municipal de São Luís. E mais: a lista dos parentes (nomes e cargos) dos deputados e dos vereadores da capital. Era minha intenção publicar a relação hoje pela manhã, mas fui emocionalmente impedido. A propósito, ao jornalista é permtido se emocionar com a notícia, sem perder de vista o lado racional da informação. Porém, nunca se deixar levar pelas consequências que podem abalar ou não as emoções dos leitores.  Eis a minha fraqueza, confesso.

Uma pessoa, lotada na Assembléia Legislativa, ligou ao meu telefone para perguntar se meu blgue iria divulgar a lista dos parentes dos deputados.  Satisfiz sua curiosidade. A pessoa, aos prantos, pediu para que não publicasse a relação. Motivo: alguém cismou que a pessoa seria meu informante. Nem na China. Afastei o aparelho e deu sonoras gargalhadas.

Do outro lado da linha, a pessoa chorava e dizia ter família com seis filhos, sustentava mais outros dois parentes e que estava sendo ameaçada de perder o emprego. Continuei achando graça. Ela, então, pediu para que fóssemos ao um encontro. Para minha surpresa, as ameaças são reais e a pessoa anda desnorteada. Diante de tal situação, o leitor amigo teria coragem de publicar a lista?   

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ago

22

20:37

Leitor do blogue, que apenas diz ser André, comenta nesta espaço que somente o deputado Afonso Manoel não emprega parentes em sua assessoria. Não é verdade. Quando postei informação sobre os número de cargos comissionados parentes de deputados, afirmei que apenas dois deputados estavam fora da lista do nepotismo, citando um nome: Helena Heluy. É que fui informado que Afonso Manoel seria o segundo. Outra inverdade. Afonso Manoel emprega três parentes em seu gabinete.

Quanto as nomeações de jornalistas no quadro da Secretaria de Comunicação Social da Assembléia Legislativa, elas existem e correpondem ao trabalho excelente que o setor desempenha. Aliás, nunca a AL ganhou tanta visibilidade. Não sei informar se existem jornalistas parentes de deputados que tenham sido nomeados depois do parlamentar eleito.

Jackeline Heluy, excelente jornalista, um dos melhores textos entre nós, é filha da deputada Helena Heluy, mas com nomeação anterior ao primeiro mandato da sua genitora, e com passagem por todos grandes jornais da cidade, sempre na cobertura política. Nota 10 para que escolheu Jackeline Heluy para compor o quadro de jornalistas da AL.    

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ago

22

20:21

Confirmado: o ainda comandante da Polícia Militar do Maranhão, coronel Pinheiro Filho, concordou hoje pela manhã em aceitar o cargo de Chefe da Casa Militar do Governo do Estado do Maranhão. Deixa o atual posto na quarta-feira, dia 27. Assume em seu lugar o coronel Melo.

A informação da saída de Pinheiro para a entrada de Melo foi dada em primeira mão pelo jornalista Décio Sá, que chegou a insinuar o deslocamento do atual comandante da PM para a Casa Militar. O blogue do Décio Sá, a exemplo do Blogue do Luis Cardoso, vive sempre bem atenado.  

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ago

21

20:35

Dentro de 10 dias, 426 parentes de deputados estaduais maranhenses e vereadores de São Luís estarão demitidos por força da súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal, aprovada na quarta-feira, que proíbe a contratação de parentes no Judiciário, Executivo e Legislativo da União, extensiva aos Estados, Distrito Federal e municípios. Ficaram do lado de fora do considerado nepotismo ministros de Estado, secretários estaduais e municipais.

A Assembléia Legislativa do Maranhão tem o maior número de parentes de deputados exercendo cargos comissionados em seus gabinetes ou lotados em diversas diretorias. Como a lei do nepotismo valia apenas para o Judiciário, a princípio não houve preocupação dos membros do Legislativo em alterar o quadro, trocando os nomes de parentes, que vão da mãe, esposa, marido, irmãos, tias, tios, primos e primas, para os de pessoas sem vínculo empregatício. Apenas dois deputados, incluindo Helena Heluy, não empregam parentes.

Na Câmara Municipal de São Luís o número de parentes, também, beira ao absurdo. O que é pior: a maioria não comparece ao local de trabalho, apenas recebe todo final de mês nas agências do Bradesco.

Enquanto na Assembléia Legislativa dois deputados não empregaram parentes, na Câmara Municipal não escapou nenhum vereador. Três vereadores empregaram nos nove cargos de assessoria seus parentes. Um deles foi bastante generoso: nomeou a avó.      

  O STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou hoje  o texto da súmula vinculante (entendimento sobre o tema) que proíbe o nepotismo no serviço público nos três poderes. Pelo texto, ficou estabelecida a ampliação do conceito que trata do nepotismo cruzado –quando autoridades contratam parentes de outras autoridades para driblar a relação direta de parentesco¨– e que envolve diretamente os parentes de autoridades e pessoas que ocupam cargos de chefia ou confiança. A ordem vale para familiares até 3º grau.

O texto da súmula diz: “A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até 3º grau, inclusive da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou ainda de função gratificada da administração pública direta, indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”.

A decisão de proibir o nepotismo inclui Judiciário, Legislativo e Executivo –órgãos de autarquias direta e indireta. Com a súmula vinculante, a ordem passa a ser obrigatória em todo o país.

 Nesta quinta-feira, os ministros não mencionaram a exclusão da lista de contratações que indicam nepotismo, os cargos de ministro de Estado, secretários estaduais e municipais, além do Distrito Federal. Mas ontem excluíram essas situações.

A questão das contratações cruzadas, abordada na discussão sobre a súmula vinculante, é caracterizada pelo ato de políticos que pedem para amigos nomearem seus parentes.

 Pelo entendimento dos ministros, a decisão do STF passa a valer a partir da publicação da súmula vinculante –que define que a ordem deve ser seguida por todos no país. O presidente do STF, Gilmar Mendes, disse ontem que o texto deve ser publicado em, no máximo, dez dias.  

Segundo alguns ministros, com a publicação da súmula, será possível recorrer na própria Corte Suprema, por intermédio de reclamação, sobre a contratação de parentes para cargos da administração pública direta e indireta no Executivo e no Legislativo.

 A decisão de editar a súmula vinculante ocorreu a partir do julgamento de uma ação relatada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que examinou casos específicos de contratação do secretário municipal de Saúde, Elias de Souza, e do motorista em Água Nova (RN), Francisco de Souza. Ambos eram parentes de um vereador e vice-prefeito.   

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ago

20

22:16

Decisão tomada hoje pela STF proíbe o nepotismo no Executivo e Legislativo. Como a norma vale para as Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais, muitos parentes de deputados estaduais e vereadores ficarão sem o emprego. Abaixo matéria que será publicada na Folha de São Paulo de amanhã.

 O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o nepotismo está proibido nos três níveis de poder (Executivo, Legislativo e Judiciário) para União, estados e municípios, mas não incluiu na decisão os cargos políticos, como ministros de estados, secretários estaduais e municipais.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (20), depois que o STF confirmou a proibição da contratação de parentes no judiciário, prevista em resolução do Conselho Nacional de Justiça de novembro de 2005. Ao julgar um caso concreto no Rio Grande do Norte, o STF estendeu a decisão para o Executivo e o Legislativo.

Com a decisão, o STF entendeu não ser necessária uma lei formal vedando a contratação de parentes, pois isto já estaria previsto no artigo 37 da Constituição Federal. Os demais ministros questionaram em seus votos a inclusão de cargos políticos na decisão, entendendo que apenas cargos administrativos deveriam ser contemplados.

O tribunal ainda vai debater os detalhes do texto da súmula vinculante, instrumento que permite a aplicação da decisão do STF em todas as esferas públicas. A votação da súmula está prevista para esta quinta-feira.

O artigo 37 da Constituição diz que “a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.

Julgamentos
O Supremo iniciou a sessão desta quarta analisando uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) referente a uma resolução do CNJ que impede a contratação de cônjuges, companheiros e parentes para cargos de direção e assessoramento no âmbito do Poder Judiciário.

Por unanimidade, os ministros mantiveram o previsto na resolução e estenderam a proibição também para cargos de chefia. A restrição vale para pessoas admitidas sem concurso público.

Em seu voto, a ministra Cármen Lúcia lembrou que “não precisaria ter lei” para proibir o nepotismo. “Bastaria decência no espaço público”, completou.

A decisão relacionada aos magistrados serviu como base para que os ministros analisassem, na seqüência, um recurso extraordinário sobre um caso específico ocorrido no Rio Grande do Norte. O Ministério Público daquele Estado reclamou da nomeação de parentes no município de Água Nova, mas o Tribunal de Justiça estadual negou o recurso.

O caso foi parar no Supremo, que, a partir dele, estendeu a proibição de contratação de parentes para as três esferas de poder.

No entanto, a discussão sobre a exoneração de um dos dois envolvidos gerou polêmica. Elias Raimundo de Souza, parente do vereador Antônio Raimundo de Souza, foi nomeado secretário municipal de saúde. O outro envolvido é Francisco Souza do Nascimento, que é irmão do vice-prefeito Antônio Sezanildo do Nascimento, e foi contratado como motorista.

Inicialmente, Lewandowski defendeu a exoneração de ambos, mas seus colegas argumentaram que o caso de Elias não se trata de um cargo administrativo, mas político, e por isso ficaria fora da esfera do nepotismo.

Cargos públicos
“Eu faria uma distinção entre servidor público e agente político e não estenderia o artigo 37 da Constituição aos agentes políticos. O secretário municipal é um agente político”, defendeu o ministro Marco Aurélio de Mello.

O plenário acompanhou a ressalva feita pelo ministro Marco Aurélio, e o relator decidiu mudar seu voto, para acatar o consenso dos colegas. Destacou, contudo, que a nomeação de cargos políticos não configuraria nepotismo apenas se não houvesse “troca de favores”.

No caso específico do RN, considerou-se que não havia elementos suficientes para sustentar a ocorrência do que Lewandowski caracterizou como “uma relação promíscua entre a Câmara e o executivo.”

Ainda tentando sustentar sua posição, Lewandowski questionou o colega Carlos Ayres Britto sobre a contratação de parentes diretos. “Uma situação muito comum em pequenos municípios: o prefeito coloca a esposa dele como secretária municipal, coloca o filho em outra secretaria, se isso acontecer, seria lícito?”

“Mas ele estaria formando seu quadro de governo”, respondeu Britto.

“Com a família?”, insistiu o relator, ressaltando seu “receio” em excluir todos os cargos políticos da decisão do Supremo.

Estas questões ainda serão debatidas pelos ministros para a elaboração da súmula que deve ser apreciada nesta quinta. O documento deve trazer também detalhes sobre o grau de parentesco que a decisão abrange.“Temos que definir o que o nepotismo representa no âmbito do Executivo. No Judiciário nós sabemos muito bem o que significa: troca de assessorias entre juízes ou ministros. Mas no Executivo, o que isso representa? Por isso precisamos esperar a formulação da súmula”, disse o presidente do STF, Gilmar Mendes.

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ago

20

21:26

Como todo começo, o primeiro dia da propaganda eleitoral no rádio e TV foi morno. Exceto os programas de dois candidatos. Um criativo e outro apelativo. O restante esteve água com açúcar ou cópia de produções anteriores. Abaixo rápida análise de cada programa. 

 João Castelo – Até parece que foi entregue a Duda Mendonça cópia do primeiro programa eleitoral da campanha de Edison Lobão ao Governo do Maranhão. O plano era o mesmo, sem falar no fundo avarandado. Castelo, mais uma vez, mostrou as obras que fez e não disse o que pretende fazer, no programa apresentado às 13h30. No período da noite mudou. Ainda tem muito pra mudar. Nota 5.

Cléber Verde – Utilizou o horário eleitoral gratuito de forma amadora. Parece que o programa não tinha formato, direção e, pasmem os senhores, nem candidato. Pode melhorar. Nota 3.

Pedro Fernandes – Foi quem pior usou o horário eleitoral. Teve como apresentador o mega-corrupto ex-deputado Roberto Jefferson. Fernandes tem a coragem dos loucos. Melhor seria se usasse as imagens de Daniel Dantas, Nagi Nahas ou do ex-carequinha Marcos Valério. Nota 2

Gastão Vieira – Precisa com urgência contratar uma agência profissional. Mostrou jingles de todos os tipos, para todos os gostos, e conteúdo político que é o bom, necas. – Nota 3.

 Flávio Dino – Copiou os programas de Lula, inclusive o jingle da campanha do século passado. Reativou o Rede Povo, mas esqueceu apenas de deixar a barba crescer e usar a mesma linguagem do presidente petista. Nem Dona Teté empolgou. Nota 3.

Clodomir Paz – Foi um programa piegas, meloso, mas que atingiu seu objetivo: mexeu com a emoção do telespectador. De parabéns a Imagine neste começo de campanha. Nota 7.

Waldir Maranhão – Foi de todos o programa mais criativo. Porém, sem mensagem política. Pode melhorar com esse mesmo pessoal. Nota 6.

Raimundo Cutrim – No primeiro dia foi razoável. Espera-se que não fique na mesmice com essa propaganda enganosa de que vai resolver o problema de segurança da capital. Nota 5.

Welbson Madeira –  O discurso continua o jurássico de sempre. Não se moderniza. Nota 2.

 Paulo Rios – Até Heloisa Helena dormiria se assistisse o programa do PSOL de São Luís. Nota 1. 

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ago

19

21:55

Colar cartazes ou usar pinturas de candidatos em prédios públicos é ilegal. Dentro e fora, conforme determina as regras da justiça eleitoral.

Não é o que se percebe na Caema. E pasmem os senhores! A propaganda ilegal acontece na ante-sala do gabinete da diretoria de finanças, onde são recomendados os pagamentos de prestadores de serviços e fornecedores.

Os santinhos de Eduardo Braide, ex-presidente da Caema, candidato a vereador em São Luís, estão colados em quase todas as paredes, inclusive em outras salas do prédio. A propósito, Braide não é o candidato do atual presidente da Caema, Rubem Brito.   

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19

21:20

A Construtora Petra amolou a foice, desenferrujou o facão e ordenou aos operários sebos nas canelas. Desde segunda-feira estão em ritmo acelerado as obras de finalização da construção da futura sede da Assembléia Legislativa.

As obras estavam paradas por falta de recursos, ou de repasses dos recursos do governo para a AL. Agora isto não é mais problema. O presidente João Evangelista espera inaugurar a nova sede, no máximo, até o final de outubro

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ago

19

21:20

Delegado de Polícia Civil mistura o público com o privado. Todas as vezes que vai malhar na Academia Castelo Branco, na avenida dos Franceses, leva o corsa, branco, placas NHP-5473, da sua delegacia. E pode?

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ago

19

21:19

Os políticos evangélicos sabem como ninguém que em terra de Mateus, primeiros os meus. Todos, sem exceção, lançaram seus filhos candidatos a vereador ou a prefeito no interior e capital.

 

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