Na segunda quinzena de junho de 2008, o Banco do Brasil, agência Jaracaty, compensou três cheques da conta do Jornal A Tarde, com valores distintos.
Não pagou o primeiro porque não havia dinheiro na conta, mas deixou que a grana fosse levada nas outras duas folhas. Em nenhum dos cheques a assinatura era verdadeira, conforme constatou o próprio BB.
E para demonstrar mais ainda a irresponsabilidade do banco, os cheques foram compensados sem ser nominais. Como o BB devolveu o dinheiro para a conta do meu jornal somente cinco dias depois, o A Tarde foi obrigado a deixar de circular por igual período.
Entrei com uma ação contra o Banco do Brasil. Os advogados argumentaram os prejuízos financeiros e os danos morais. Participei da primeira audiência.
O juiz perguntou se havia acordo. A gerente do BB prontamente disse que sim, pois o banco pretendia reparar o erro. E ofereceu R$ 930, ou seja: dois salários mínimos.
Não que aguardasse cifras altíssimas, como tenho observado em alguns casos de indenizações milionárias, mas foi um desaforo, uma palhaçada do Banco do Brasil. Uma proposta indecente. Ficou marcada para o dia 28 de agosto nova audiência com o BB.
Tenho um amigo que contraiu empréstimo junto ao Banco do Brasil. Perdeu o emprego e teve que entregar o carro para pagar a dívida. Não satisfeito, o banco queria a casa, mas não conseguiu. O débito foi quitado, com juros nas alturas. Os bancos são assim, maravilhosos.
Newsletter
Cadastre seu e-mail para receber diariamente as atualizações do blog do Luis Cardoso.
Social Media