Faltou combinar com o governador Jackson Lago o aumento de R$ 1,6 milhão para R$ 2,5 milhões na emenda individual de cada deputado estadual.
O “reajuste” das emendas parlamentares foi aprovado em sessão secreta no apagar das luzes da última sessão plenária de 2008. Incoformados, os deputados ainda decretaram que as emendas passam, a partir de agora, a ser impositivas. Ou seja: o Governo do Estado é obrigado a liberar toda a grana. No Congresso Nacional as emendas são autorizativas. O governo libera se quiser.
A proósito das emendas e convênios mediados por deputados, existem versões sombrias a respeito das aplicações dos recursos. Boa parte volta para o bolso do parlamentar.
No governo do Roseana Sarney, o então deputado Francisco Caíca obteve um convênio no valor de R$ 600 mil, fraccionados em valores de R$ 60 mil, para execução de obras na cidade de Zé Doca.
O dinheiro era para construção e abertura de estradas vicinais e perfuração de poços. A verba, conforme o acordo, entraria em contas de associação ou união comunitárias. Em dez dias os recursos foram liberados.
O deputado Francisco caíca, antes, porém, tratou de criar as associações de moradores, em número de dez. Em todas elas colocou como presidente e tesoureiro parentes e cabos eleitorais fiéis.
No povoado de Nova Conquista, o maior do município, por exemplo, colocou nos postos chaves a esposa e a filha. Resumo da ópera: nada foi executado e a grana aumentou a receita da família. Caíca, como todos sabem, foi cassado depois de denunciado na CPI do Crime Organizado.
Numa outra modalidade, com valores acima de R$ 600 mil, deputados vendiam para outros colegas parlamentares os convênios 60 dias antes da liberação dos recursos. Foi o que aconteceu com o então deputado Júlio Monteles. O atual deputado Rigo Telles teria sido o maior comprador dos convênios, com valores menos 20% do que seria liberado.
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