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Cassação de Jackson Lago

Política
 

O ministro Eros Grau acaba de dar provimento ao recurso que pede a cassação do mandato de Jackson Lago. Além de pedir a cassação, Grau solicitou a imediata posse da senadora Roseana Sarney ao cargo de governador. Agora mais cinco  ministros do TSE irão votar pela aprovação ou não do relatório de Eros Grau.

2 comentários em “Cassação de Jackson Lago”

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  1. francsico

    O POVO MARANHENSE ESTÁ DE LUTO

    Coluna do Othelino (Jornal Pequeno 05/03/2009.)

    Data de Publicação: 5 de março de 2009
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    Othelino Filho

    Obsessão da oligarquia Sarney: TOMAR O PODER CUSTE O QUE CUSTAR… (*) (**)

    Objeto de experimento da teoria política elaborada por Maquiavel, imortalizada em O Príncipe, cuja síntese vulgarizou-se na concepção de que para se conquistar e manter o poder pouco importam os meios, o que vale é o fim, o Maranhão viveu, durante 40 anos, sob o jugo da mais duradoura e perversa oligarquia brasileira. O chefe é um exímio travesti. Encobrindo-lhe a real postura de ditador truculento, sobressaem trajes clássicos no melhor estilo europeu, dignos dos mais admiráveis fidalgos do Velho Mundo. Indumentária perfeitamente adequada a uma fisionomia simpática, realçada por um sorriso amável e constante.

    Quem diria que, por trás daquela figura de um “gentleman”, boa-praça, esconde-se um ser profundamente egoísta, capaz das mais sórdidas vilanias para atingir seus escusos objetivos? Ou o líder de uma verdadeira falange do mal que, em quase quatro décadas, conseguiu fazer os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres na sua terra natal, “seu amor, sua paixão”?

    O Sr. José Sarney concentra o que lhe resta no conturbado encéfalo para, diuturnamente, articular tudo o que estiver ao seu alcance, ou fora dele, para manter o “status quo” que o domínio do seu grupo sobre o Maranhão vinha lhe propiciando. Daí o grau de obstinação que exige dos vassalos e de si próprio na guerra imunda que vem travando, desde a fragorosa derrota sofrida pela filha mimada, nas últimas eleições governamentais, para virar o jogo democrático no tapetão. Considera uma questão de honra devolver o poder à herdeira, mesmo que seja por cima de pau e de pedra; na base do vale-tudo, inclusive as mais sórdidas armações, os mais espúrios golpes, tal qual foi ensinado ao Príncipe. Os meios que se danem; o que vale é o fim!

    Ninguém julgue que o Convento das Mercês tenha sido a prioridade máxima da dinastia. A briga serviu de biombo, para que o oligarca-mor se movimentasse em surdina, fazendo as jogadas com as quais pretendia surpreender a Frente de Libertação do Maranhão. É claro que jamais imaginou abdicar da posse do convento, porque, com a ambição e o egocentrismo mórbidos, Sarney não quer perder essa fonte de renda e de cultivo do seu narcisismo. Mas a retomada do Governo do Estado é mais importante, pois lhe permitiria lá na frente reaver o convento e seu mausoléu e continuar a sua política de empobrecimento dos maranhenses.

    Se as oligarquias são uma variante das mais degeneradas dos regimes colonialistas, a comandada pelo Zé Perversidade fez do Maranhão um verdadeiro paraíso para ele próprio, a sua família e apaniguados. Detém o poder econômico, a maior parcela dos meios de comunicação, considerável influência nos poderes judiciário e legislativo, sobretudo em relação aos senadores e sobre boa parte dos cargos federais. Perdeu o controle da política estadual e ungiu uma minoria de privilegiados em detrimento da maioria de excluídos, para quem se criou o inferno. A mais cruel e injusta contradição dos governos oligárquicos é que, em âmbito muito mais restrito, envolvendo famílias ou pequenos grupos, repetem a lógica do capitalismo selvagem: as riquezas, fruto da interação dos meios de produção, concentram-se excessivamente nas mãos das elites dominantes.

    Com esses privilégios despudorados, nenhum País, nenhum Estado – como o Maranhão, por exemplo -, pode interromper, quanto mais reverter a realidade adversa imposta, caracterizada pelo acúmulo de verdadeiras fortunas pelos poderosos, enquanto crescem nas mesmas proporções os que não têm acesso nem mesmo aos bens imprescindíveis à subsistência. Sem ruptura com esse modelo egoísta e cruel, o processo seguirá seu ritmo histórico, agravando o fosso entre os ricos e os pobres, com os “escolhidos” atingindo o status de milionários, ou bilionários, e os desafortunados cumprindo a sua via-crúcis irreversível rumo à miséria, à indigência. As conseqüências aí estão, a olhos vistos, sentidas na carne e na alma, com os males incuráveis enraizados no tecido social. O crime organizado não poderia encontrar terreno mais fértil e presas mais fáceis para implantar um estado paralelo, infiltrando seus representantes nas instituições públicas, inclusive nos organismo de segurança, em todos os níveis de poder. Os cidadãos de bem passaram a ser reféns dos bandidos, que se apresentam das mais variadas formas, desde o tradicional assaltante encapuzado aos criminosos de colarinho-branco, entre os quais políticos carreiristas, desonestos e covardemente desumanos. O pior é se ver a multiplicação da marginalidade com participação de crianças, jovens e adolescentes abandonados atraídos e utilizados impunemente pelos facínoras que dividem o comando dos destinos da nação.

    O clã não admite sequer a idéia de deixar de usufruir vantagens, privilégios etc. inerentes ao poder. Da mesma forma que não abre mão da capacidade de promover o mal quando deseja e convém, fazendo-o de forma desonesta e odienta. Ninguém se iluda: o Zé Perversidade, do Maranhão, quanto for Toninho Malvadeza, da Bahia, encarna, hoje, o que de mais abjeto possa se imaginar dos porões infectos da política brasileira.

    Pode, para algumas pessoas, parecer repetitivo o que temos escrito acerca da oligarquia sarneyzista, mas não se trata de mera redundância. Um texto da Bíblia adverte que “estas coisas têm que ser lembradas de manhã, ao levantar, e, à noite, na hora de dormir, bem como no decorrer do dia, durante a execução das tarefas, para que fiquem guardadas no teu coração”. O escritor bíblico, desse modo, chamava a atenção dos judeus e, depois, dos cristãos, para terem sempre em mente os textos sagrados. Longe de nós, evidentemente, qualquer pretensão de igualar o que escrevemos com a importância do que está contido no Livro Sagrado, mas, a título de analogia, há a necessidade de que os maranhenses não baixem a guarda, porque o adversário é extremamente sutil e tenta, por todos os meios, aparentar o que não é. Como diriam nossos avós, referindo-se a um sujeito insistente: “Ele é tinhoso”.

    Velho estrategista na sua carreira política, Sarney continua tão camaleão como no começo. Já foi bossa-nova, a favor da ditadura de 1964, contra a ditadura de 64; a favor de Antônio Dino, contra Dino; a favor de Pedro Neiva, contra Neiva; a favor de Castelo, contra Castelo; a favor de Luiz Rocha, contra Luiz Rocha; contra Cafeteira, a favor de Cafeteira, contra Cafeteira de novo, aproximou-se novamente de Cafeteira; contra Fernando Collor, a favor de Collor; contra Itamar Franco, a favor de Itamar; contra Fernando Henrique Cardoso, (a favor, ou contra Fernando Henrique, tendo feito o filho, Zequinha Sarney, ministro de FHC?), contra Fernando Henrique; contra Lula, a favor de Lula (até quando?); a favor de José Reinaldo, contra José Reinaldo; contra Jackson Lago, a favor de Jackson (no momento em que era conveniente ao clã), contra Jackson mais uma vez. Em suma, o homem está onde se encontram os seus interesses.

    (*) (Texto extraído do livro O POLVO, dos jornalistas Othelino Filho e Othelino Neto).

    (**) Para a perplexidade de todas as consciências lúcidas, que ainda se horrorizam com a barbárie perpetrada, ao longo de 40 penosos anos, por um clã sequioso de poder e fortuna imensuráveis, a qualquer custo, o Tribunal Superior Eleitoral, em sessão que varou a madrugada de ontem (4), por decisão da maioria dos seus membros, deu ganho de causa aos derrotados nas eleições para o governo do Maranhão, em 2006, no famigerado processo de cassação do governador Jackson Lago e do vice, pastor Porto, eleitos livre, democrática e legitimamente, à luz da soberana vontade popular.

    Com o veredicto em favor da posse dos candidatos vencidos nas urnas (Roseana Sarney Murad e João Alberto), renova-se o ânimo deletério da mais duradoura e perniciosa oligarquia brasileira (que agonizava sob a justificada repulsa da imensa maioria dos maranhenses), ensejando a retomada da pilhagem acintosa de um Estado e da exploração de um povo, ambos punidos com o retrocesso inimaginável e os pesares dele resultantes.

    Que na avaliação dos recursos a serem impetrados se restabeleçam os princípios que norteiam a verdadeira democracia e os direitos fundamentais da pessoa humana. Que se contemplem a liberdade, a soberania popular e a determinação coletiva de se construir uma sociedade em que a paz seja sinônimo de desenvolvimento sustentável e justiça social para as gerações presentes e futuras.

  2. Rosa

    A cassação de Jakson Lago foi a melhor coisa que aconteceu. Não tem como retirá-lo do governo péssimo que está fazendo. Ele era pela libertação do Maranhão e o afundou ainda mais, não temos segurança, educação e saúde nem se comenta. Ele se preocupa em acusar os “Sarney” (parece q ele é governador apenas para isso), os seus próprios advogados só fizeram isso na tribuna. O TSE está de parabéns. Para trabalhar pelo Maranhão não precisa muito, mas o primeiro passo é esquecer os “Sarney”. Fora Jakson, sim pela cassação. Que venha Mariana, Juliana ou Roseana… não precisa lembrar de feudos, apenas do Maranhão e do povo que nele vive e sofre,sofre. FELIZ COM A CASSAÇÃO.

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