
A Polícia federal voltou a investigar os casos das folhas de pagamentos da Assembléia Legislativa do Maranhão. Novos assessores parlamentares começaram a ser ouvidos desde o início da semana passada.
São casos comprovados de elevação de salários de assessores, funcionários laranjas e golpe na Receita Federal através do uso de fantasmas para ganhar com a restituição do IR.
Existem casos em que deputados entregaram ao Setor de Recursos Humanos da AL nomes de pessoas que sequer sabiam que estavam recebendo salários de até R$ 5 mil como funcionário do Legislativo.
Uma senhora que tentou se aposentar teve sua pretensão barrada porque recebia como ISO (cargo Isolado) do gabinete de uma deputada estadual, com salário de R$ 5 mil. Ela, por um determinado período, havia sido empregada doméstica da parlamentar.
O caso chegou ao conhecimento da PF depois que a aposentada denunciou o esquema sem nunca ter recebido um centavo. Um outro caso envolve um ex-jardineiro de outro deputado, que não conseguiu se aposentar porque era alto funcionário do gabinete do parlamentar.
Um parlamentar votado no Alto sertão chegou a nomear um morto e ainda conseguiu tirar empréstimo na agência do Banco do Brasil no valor de R$ 42 mil. Estranhamente ele continua no mandato sem nunca ter sido molestado pela Justiça.
Há dois anos, a Polícia Federal tomou depoimento de dezenas de pessoas envolvidas no negócio, sendo a maioria parentes de deputados. Em setembro, correu comentário de que a PF estaria desencadeando operação em nosso Estado que culminaria com prisão de deputados e desembargadores. Na verdade, era a “Operação Rapina” que levou para detrás das grades mais de 10 prefeitos por desvio de recursos públicos, assim como secretários e contadores que tiveram participação no esquema.
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