Blog do Cardoso

Bastidores da política local e nacional

jan

18

18:50

“Insisto em dizer: minha prisão será mais um crime na biografia de José Sarney. Se eu for preso, o problema não será meu, será dele. O que a sociedade maranhense precisa saber, é que é o governo de Roseana que está pedindo a minha prisão”. A afirmação é do ex-deputado estadual Aderson Lago, que no sábado (16) entrou em contato com o Jornal Pequeno para informar que o jornal da família Sarney (O Estado do Maranhão) não publicou um direito de resposta, pedido por ele na quinta-feira, quando, o referido jornal, disse na sua manchete principal: “Pedida prisão preventiva de Aderson Lago”.

O ex-deputado fez questão de enfatizar que, ao contrário de Fernando Sarney, não pediu um habeas corpos preventivo. “Não sou quadrilheiro. Não faço parte de máfia. Tenho minha consciência limpa. Não preciso de um habeas corpos preventivo. Só recorrerei a este tipo de expediente, se a violência contra mim for consumada”. A nota de Aderson, que o jornal de Sarney se recusou a publicar, saiu no Jornal Pequeno da última sexta. Aproveitamos a oportunidade para republicá-la nesta edição. Eis a integra da nota:

“O senador José Sarney quer me ver preso.  Atualmente, o governo de Roseana está empenhado nesta tarefa. Para atingir este objetivo, vários inquéritos foram instaurados contra mim pelo atual Secretário de Segurança do Estado, senhor Raimundo Cutrim.

Nesta data (dia 14 de janeiro), o jornal da oligarquia publicou a manchete em letras garrafais: POLÍCIA PEDE PRISÃO PARA ADERSON LAGO. Vejam bem: é a policia do governo da filha de Sarney que está pedindo minha prisão. Este fato não me surpreende, afinal, já havia antecipado esta tentativa sórdida, em artigo publicado no Jornal Pequeno, no final do ano passado, intitulado: “Prisão (ou morte) Anunciada”.

Não venho, neste texto, apenas me defender. Seria pouco. É certo que estou sendo vítima de uma violência política, no entanto, a violência maior é contra a democracia. Ou alguém duvida dos motivos da perseguição que estou sofrendo?

O ódio de Sarney é por conta da ação que desenvolvi ao longo de 16 anos como deputado estadual e minha participação na eleição de 2006. Este é o meu “crime”.  Foi o de trabalhar para mostrar ao Maranhão e ao Brasil, que Sarney lidera uma organização criminosa, “uma máfia”, como disse esta semana o jornal francês “Le Monde”.
Sarney, que se sente dono do Maranhão, não tolera que lhe façam oposição. Mas eu fiz. E não me arrependo. As ameaças de prisão também não me esmorecem. A questão agora é saber como se comportarão as Instituições do Maranhão.  O problema não sou eu. Não é apenas saber o que Sarney pode ou não fazer contra um notório adversário. A questão é saber para onde caminha o Maranhão?

Estamos numa encruzilhada. Enquanto o Brasil luta para aperfeiçoar suas instituições democráticas, no Maranhão, adversários políticos de um coronel do século XIX são ameaçados com práticas nazistas.

Caminhamos para trás. É a cultura do medo, se sobrepondo as práticas republicanas. Hoje, sou eu. E amanhã, quem será?

Tecnicamente, meus advogados garantem que o pedido de prisão preventiva, enquanto medida excepcional, não se sustenta, tanto por ser instrumento de punição antecipada, quanto porque no sistema jurídico brasileiro, fundado em bases democráticas, prevalece o princípio da liberdade, incompatível com punições sem processo e inconciliável com condenação sem defesa prévia.

Estou certo da minha inocência e vou defender-me nos fóruns apropriados. Aviso a todos que, ao contrário do senhor Fernando Sarney, não irei pedir um habeas corpos preventivo. Se na minha biografia, houver uma prisão política, ela será mais um crime do senhor José Sarney. A minha prisão, não será um fato contra mim, mas sim, contra meus perseguidores.  Um habeas corpus só será impetrado para reparar uma improvável violência ou coação ilegal, nos termos da lei”.

Com informações do blogue do Manoel Santos

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dez

02

20:49

Nada responderei perante essa autoridade policial , invocando em meu favor os direitos e garantias constitucionais. Tenho a registrar que não reconheço nessa COMISSÃO , recém constituída pelo governo ilegítimo da Sra. Roseana Sarney , legitimidade para proceder qualquer investigação direcionada a alcançar políticos que fazem oposição ao seu grupo político. É nítido que se trata de COMISSÃO DE EXCEÇÃO , constituída exclusivamente para a perseguição política , nos moldes que ocorria ao tempo da ditadura militar no Brasil . É por esse motivo que não hesitarei um só segundo em combater o desvirtuamento da Policia Civil ou de qualquer autoridade pública para a satisfação de interesses covardes e mesquinhos dos que ocupam , não pelo voto , mas somente por decisão judicial , a chefia do Poder Executivo.

Desejo registrar , ainda , as dificuldades colocadas pela COMISSÃO no fornecimento de informações e cópias solicitadas por meus advogados , quando o mesmo material era disponibilizado com antecedencia aos órgãos de imprensa pertencentes à Sra. Roseana Sarney , no caso o Sistema Mirante de Comunicação. Só essa circunstancia já é uma demonstração cristalina da ilegitimidade dessa investigação policial , motivos que me levam a não responder uma única pergunta e recusar a sua legitimidade. A prova mais eloquente deu-se quando do primeiro inquérito em que me envolveram. Meia-hora após minha saída da sala da COMISSÃO eu já estava indiciado , o relatório final pronto e disponibilizado nos blogs do Sistema Mirante , que foram alimentados on-line por um dos computadores da Secretaria de Segurança.

Querem reconstituir a Berlim de Hitler na nossa iIha Rebelde. É nesse cenário , de decadencia do velho “ coronel Sarney “ e de seu grupo, que o desgoverno de sua filha tenta recriar a versão tupiniquim da GESTAPO , a POLICIA POLÍTICA da Alemanha de Hitler . Não lhes bastou , porém , cassar o mandato de quem o povo escolhera para governar o Estado. É preciso sufocar seus adversários . Ano que vem o povo voltará às urnas e sua aceitação será novamente posta à prova. Por isso não podem ter adversários. Querem ganhar no grito o que o povo lhes tomou no voto. Querem matar o leão para que a floresta toda fique com medo. Mas o leão vai continuar vivo e lutando. É só esperar.

Aderson Lago

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nov

20

5:54

0,,6040034,00Em artigo publicado no Jornal Pequeno, edição de ontem, o ex-chefe da casa Civil do Governo do Estado e ex-deputado estadual, Aderson Lago alerta que um segmento do grupo Sarney trama sua prisão ou até provável ameaça de morte.

UM dos mais ferrenhos e combativo adversário da oligarquia, Aderson Lago é odiado pelo senador José Sarney e pela filha Roseana, tanto que tem sido vítima diária dos veículos de comunicação da família. Abaixo o artigo em que lago antecipa a armação contra ele:

Nunca consegui esquecer o segundo turno das eleições de 1994. Foi a maior fraude já feita no Maranhão. Fraudaram mais de cem mil votos para inverter o resultado das eleições e proporcionar à filha de Sarney uma envergonhada vitoria contra Cafeteira por pouco mais de dezoito mil votos. Mas nada me chocou e impressionou tanto quanto a tentativa malograda de forjar um flagrante de porte de cocaína para a filha de Cafeteira. O objetivo era constranger o adversário na reta final da campanha e influenciar com a propaganda negativa o resultado da eleição. Para quem montou a“operação Reis Pacheco “ ( sequestro ,morte e ocultação do cadáver de um morto-vivo atribuídos à Cafeteira ) o plano frustado era apenas um aperitivo. Já se passaram quinze anos e as práticas políticas do grupo Sarney só pioraram. A violência, que não era utilizada para intimidar e coagir os adversários passou a ser ferramenta importantíssima para a consecução desses objetivos. Vide a noite de autógrafos dos “Honoráveis Bandidos “. A juventude hitlerista não faria melhor.

Tenho, desde o início do governo Jackson Lago e com mais intensidade após o golpe judiciário que o afastou do poder, sido o alvo preferencial dos achincalhes, dos insultos e das baixarias da mídia sarneysista. A ordem foi dada ao filho Fernando pelo próprio “ honorável mor “, José Sarney, conforme comprovado nas escutas telefonicas da “Operação Boi Barrica “. Esse é o modo Sarney de tratar os adversários. Portanto, não me surpreende a insistente e feroz tentativa de assassinar-me politicamente. Mas parece que isso não tem sido suficiente, daí a necessidade de fazer algo mais consistente, mais definitivo e com “aspecto legal “.

Auditorias especiais e inquéritos são abertos e conduzidos de maneira leviana e irresponsável na tentativa de fazer de mim os bandidos que eles são. Periodicamente as manchetes e o noticiário dos seus meios de comunicação me insultam e me atribuem crimes que nunca cometi. A minha castração política, a desmoralização como cidadão e até uma remota, mas possível eliminação física servirão de exemplo para desestimular aqueles que teimam em não se submeter ao seu comando. Aí vem a segunda parte do criminoso plano urdido pela própria governadora Roseana Sarney, pelo secretário Ricardo Murad e pelo secretário Raimundo Cutrim.

Dias atrás a governadora vazou para alguns parlamentares que eu seria preso nos próximos dias. O secretário Cutrim avalizou a informação e garantiu sua execução. A intenção é que a informação chegasse a mim. A suposição é de que diante da prisão arbitrária eu estarei preparado para reagir com violência ensejando uma oportunidade para ser espancado ou conforme a intensidade da reação até ser morto pelos executores da ação. É lógico que uma arma de fogo seria “ plantada “ para justificar a reação descontrolada dos que forem me prender. Ao longo dos quatro mandatos exercidos como deputado estadual participei ativa e intensamente das atividades parlamentares e dos debates políticos do meu estado. Jamais recebi uma ameaça ou me senti inseguro quanto à minha integridade física, mesmo no auge da CPI do Crime Organizado.

Infelizmente, hoje, não é esse o ambiente que respiro. As práticas próprias dos regimes de excessão que se implantaram no Maranhão desde o golpe que retornou os Sarney ao poder nos remetem a dias cada vez mais sombrios. Com muito mais intensidade reimplantou-se a cultura do medo. Os adversários e os que reagem à cooptação são ameaçados de todos os modos e por todos os meios. Ora é a polícia política que foi montada pelo Secretário Raimundo Cutrim, ora são as ações que tramitam no Tribunal Eleitoral, ora são as contas dos prefeitos e gestores que estão no Tribunal de Contas do Estado. Até mesmo ações na justiça comum são utilizadas como instrumento para ameaçar, punir ou cooptar. Tudo isso é possível graças, como gostam de deixar transparecer, ao poder e influência que exercem em todas as esferas da Justiça no Maranhão e em Brasília. A par de todo esse instrumental é, também e principalmente, utilizado o formidável e inescrupuloso sistema de comunicação que possuem. Aliás , disse o próprio Sarney em entrevista, ele existe para ser usado politicamente.

É nesse clima asfixiante que vivemos hoje no Maranhão. Onde imperam as escutas telefônicas ilegais, as ameaças veladas, o uso da máquina pública em benefício pessoal e o mais despudorado assalto aos cofres públicos que se tem notícia. Até porque com direito a propaganda nos meios de comunicação e completa blindagem com relação à Justiça, conforme gostam eles próprios de se jactar. São milhões de reais contratados sem licitação na Educação, na Saúde e na Segurança. É a farra dos novos Hospitais para empreiteiros generosos, embora na contramão do SUS. São estradas licitadas no “combinemos “ entre construtoras amigas. Talvez seja por isso que alardeiam, até com certa ironia : “ de volta ao trabalho “ e “ mãos à obra “.

E porque, mesmo sem mandato, nunca calei diante de tudo isso é que preciso ser eliminado, política ou quem sabe, até fisicamente. É por isso que chamo a atenção do Ministério Público, da Justiça ,da Assembleia Legislativa ,da clase política em geral, da sociedade civil organizada para o que está sendo urdido, sendo tramado em nome da manutenção de um poder obtido ilegitimamente. Ainda assim, diante de todos esses percalços, prefiro morrer de pé do que viver de joelhos. Tenho a tranquilidade dos que nada tem a temer e a paz de quem tem Deus ao seu lado. Espero que esse seja o ânimo daqueles que não perderam a capacidade de se indignar. Portanto, que Deus me proteja, que os amigos me ajudem e que o povo me apoie, pois agora, mais do que nunca, a luta precisa continuar.

ADERSON LAGO
Ex. Dep.Estadual

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fev

16

16:07

Habituado a assistir José Sarney exercer forte influência em vários governos, com os quais conviveu e apoiava, durante 35 anos, o ex-governador José Reinaldo Tavares decidiu, nas últimas semanas, adotar a mesma prática do seu ex-chefe político.

Quer controlar os passos do Governo Jackson Lago, quer indicar o nome do candidato a prefeito de São Luís, o próximo presidente da Assembléia Legislativa, deseja ser eleito senador em 2010 e, de olho no futuro, voltar a governar o Maranhão. O projeto já foi lançado.

Zé Reinaldo que mandar no Governo Jackson Lago II

O projeto do ex-governador foi esboçado em outubro e colocado em prática logo no início de fevereiro. E conta com simpatia e apoio de figuras importantes da política maranhense, que vão de deputados federais, mais de 12 deputados estaduais, oito prefeitos das maiores cidades maranhenses, de quatro desembargadores e cinco secretários de pastas importantes.

Ou seja: o projeto envolve todos os poderes e gente de comando nas decisões política e administrativa do Estado.

Zé Reinaldo quer mandar no Governo Jackson Lago III

Bem ao estilo José Sarney, o ex-governador deixou o cargo, mas procurou manter seu perfume na estrutura do novo governo. A ex-esposa, Alexandra Tavares virou secretária e Lourenço Vieira da Silva permaneceu na Educação, Sem falar no segundo escalão que tem a cara Reinaldista.

Zé Reinaldo quer mandar no Governo Jackson Lago IV

O ex-governador, com a experiência que adquiriu no Sarneismo, ajudou de forma decisiva na campanha eleitoral da maioria dos deputados federais, estaduais e foi peça fundamental na campanha vitoriosa do governador Jackson Lago.

Era esperado que em seguida a cobrança. E, pelo o que se tem observado, a fatura é alta.

Zé Reinaldo quer mandar no Governo Jackson Lago V

Quando revolveu sair da toca, Zé Reinaldo mandou colocar seu nome à apreciação do grupo para ser o próximo prefeito da capital. Argumentou que era preciso manter a Frente de Libertação em São Luís, sem o menor sentido.

O prefeito Tadeu Palácio reagiu. Libertar São Luís de que atraso? Ainda assim, o ex-governador insistiu em seu nome. Tadeu voltou a reagir. Zé Reinaldo, nem pensar. Basta recordar que quando governador jamais fez sequer um convênio para a execução de obras na capital.

Zé Reinaldo quer mandar no Governo de Jackson Lago VI

Agora, o ex-governador entrou de corpo e alma para eleger o sobrinho, deputado Marcelo Tavares para a presidência da Assembléia Legislativa. Com tantos aliados eleitos por ele, precisa ser exatamente um sobrinho?
Zé Reinaldo procurou o atual presidente da AL, João Evangelista para emplacar o nome de Marcelo Tavares e encontrou apoio. E escalou Evangelista para convencer o governador Jackson Lago a comprar a idéia. Não deu tempo: o presidente da AL teve que fazer cirurgia para retirada de tumor no cérebro.

Zé Reinaldo que mandar no Governo de Jackson Lago VII

Habituado ao velho estilo Sarney, o ex-governador usou da mesma prática para queimar o concorrente do sobrinho Marcelo Tavares. Usou um veículo de comunicação para desgastar a candidatura de Edivaldo Holanda, líder do Governo na AL.

E mais: da mesma forma que Sarney, escreveu artigo para repreender o secretário-chefe da Casa Civil, Aderson Lago, patrono da candidatura de Holanda, e aconselhar o governador a vetar a pretensão do líder do governo.

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jan

20

10:23

Ao que tudo indica a deputada federal Nice Lobão deve se distanciar do seu partido, o DEM. A parlamentar, como não pode deixar a agremiação para não perder o mandato, vai se desligar somente em 2014.

Continua

O conselheiro do TCE, Yedo Lobão afirmou que não pretende vestir o pijama nas próximas semanas, conforme especulações de alguns jornais sobre provável ida para o TCE do Chefe da Casa Civil Aderson Lago.

Mudaram

Dois grandes jornais não dispensam o couro do senador Edison Lobão que será nomeado ministro de Minas e Energia, amanhã. Cansados ou talvez derrotados procurem agora uma via para aproximação.

Posse

Além do governador Jackson Lago, prefeitos e deputados federais é tida como certa a presença de 28 deputados estaduais na posse de Lobão no Ministério de Minas e Energia.

Presente

Jackson Lago estará acompanhado do secretário de Planejamento Aziz Santos na posse de Lobão.

Usina

Uma das primeiras medidas do novo ministro de Minas e Energia será o estudo para viabilizar a construção de uma usina de biodiesel na cidade de Chapadinha.

Candidato

O deputado Soliney Silva foi convidado por lideranças para sair candidato a prefeito de Coelho Neto. Vai disputar contra o atual prefeito Magno Bacelar, que passa a maior parte do tempo em São Luís fazendo caminhadas pela Litorânea.

Apoios

A cada dia aumenta o número de líderes políticos e comunitários apoiando a pré-candidatura de Canindé Barros à sucessão de Tadeu Palácio. Agora ele conta com o apoio de 13 dos 21 vereadores e mais de oito deputados bem votados na capital.

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dez

04

21:58

A Assembléia Legislativa fez audiência ontem para ouvir as explicações nada convincentes do presidente nacional do IBGE, Eduardo Nunes, sobre o resultado do censo 2007 no Maranhão. A audiência produziu, sim, resultados. O IBGE deve repensar ou corrigir alguns equívocos territoriais, como o deslocamento de povoados e até bairros inteiros para outros municípios.

Ausência I

O tema Censo 2007 no Maranhão é da maior importância para os municípios que se acham prejudicados com os resultados, principalmente São Luís.

Ainda assim, o prefeito Tadeu Palácio não mandou sequer um representante. Como se os R$ 20 milhões que São Luís perde por não ter hum milhão de habitantes, segundos os dados do IBGE, não valassem nada para a capital e sua gente.

Ausência II

Além do prefeito Tadeu Palácio, a maioria dos deputados não compareceu a audiência. Deixaram de fazer coro com seis parlamentares (César Pires, Maura Jorge, Mauro Jorge, Raimundo Cutrim, Rigo Teles e Eliziane Gama) para, pelo menos, mostrar a insatisfação dos políticos que representam o Maranhão diante dos resultados do IBGE.

A deputada Helena Heluy, que tanto reclama do esvaziamento das audiências, não deus as caras.

Fenômeno

No Maranhão, a média de eleitores por município é de 40%. Não é o caso de Poção de Pedras.

Lá, a população é de 15.840. E, pasmem senhores, o número de eleitores chega a 15.000. E o IBGE não diz nada.

Saúde

O chefe da Casa Civil, Aderson Lago, deve seguir para Goiás para tratamento de saúde. Nada de anormal. Precaução apenas.

Dono da rua

Um deputado estadual fez moda interrompendo o sono das outras pessoas. Agora é um coronel da PM que, em um Celta, na avenida Sete, do Turu, liga o volume do som lá nas alturas.

Reclamações foram feitas em dois distritos. Uma viatura foi até ao local e ao constatar que se tratava de um coronel, deu a ré e voltou para o DP.

Título

Quem assistiu ontem a exposição de motivos do presidente nacional do IBGE, Eduardo Nunes, sobre o resultado censo de 2007 no Maranhão, sentiu vontade de conceder o título de persona non grata ao tal cidadão. Além de cara de pau, é parente de Pantaleão.

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