Blog do Cardoso

Bastidores da política local e nacional

abr

18

15:09

Em menos de dez dias que antecederam a cassação definitiva do seu mandato, o então governador Jackson Lago liberou R$ 298 milhões em convênios com entidades e prefeituras.

Os recursos, conforme determinação do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro César Peluso, terão que ser devolvidos ao erário estadual.

Antes de ser cassado no dia 4 de março, Jackson Lago fez um festival de convênios com prefeituras aliadas, pagou parcelas de indenizações estranhas, liberou recursos para pagamento de auxílio moradia aos desembargadores e juízes, além de verbas para o Conlagos.

Não se sabe ao certo o montante da farra, mas estima-se que tenha sido algo em torno de R$ 500 milhões.
Dez dias antes da cassação, Jackson Lago liberou R$ 45 milhões para o Conlagos, uma cooperativa administrada pelo prefeito de Arari, Leão Santos Neto, irmão do então secretário de Planejamento, Aziz Santos.

Em seguida, liberou duas parcelas de R$ 8 milhões para pagamento de indenização das terras onde hoje é o bairro João de Deus. O negócio nebuloso envolve a assinatura de um morto, suposto proprietário do local.
Dias depois, ordenou a liberação, através de convênios, para as prefeituras de São Luís, no valor de R$ 150 milhões e mais R$ 75 milhões para a prefeitura de Imperatriz. Todos os recursos estão na conta de cada prefeitura.

Para o Tribunal de Justiça, foram liberados R$ 8 milhões a título de pagamento de auxílio moradia para juízes e desembargadores.

Um dia antes de deixar o Palácio dos Leões, já afastado judicialmente do cargo de governador, Jackson Lago mandou creditar, na sexta-feira, dia 17, na conta da prefeitura de Pinheiro, a quantia de R$ 20 milhões para a construção de um hospital.

Os gestores que receberam recursos oriundos de convênios ou suplementações terão agora de devolvê-los, caso tenham feito uso deles, sob risco de terem bloqueados ou sequestrados cotas do ICMS e Fundo de Participação do Município (FPM).

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dez

18

22:48

O ministro Eros Grau acaba de dar provimento ao recurso que pede a cassação do mandato de Jackson Lago. Além de pedir a cassação, Grau solicitou a imediata posse da senadora Roseana Sarney ao cargo de governador. Agora mais cinco  ministros do TSE irão votar pela aprovação ou não do relatório de Eros Grau.

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dez

18

21:38

O presidente do TSE, ministro Carlos Ayres de Brito, suspendeu a sessão por 30 minutos para que começe o julgamento do mandato do governador Jackosn Lago. Vamos aguardar.

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dez

18

21:12

O advogado Daniel Leite, que patrocina a causa de Jackson Lago, como tribuno demonstrou um destemperado orador de comícios. Parecia que estava em um palanque eleitoral. Reclamou do pouco tempo para fazer a defesa do seu constituinte. Foi aconselhado pelo colega de causa, Eduardo Alkmin,a ceder o espaço para o ex-ministro do TSE Francisco Rezek, que atua agora na tribuna para defender Jackson Lago. Rezek,ao contrário de Leite, parece bem mais sereno e convicente.

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dez

18

20:14

O ar de sorriso do vice-governdor Pastor Porto demonstra bem sua tranquilidade, enquanto o advogado da coligação de Roseana Sarney acusa Jackson Lago de comprar votos. Ao lado do vice, o advogado Daniel Leite, que defende o governador na primeira fila do plenário do TSE,

Nesses momento, assume a tribuna o advogado Marcus Vinícius, em defesa da cassação do mandado de Jakson Lago.

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dez

17

15:03

Por Cássio Euller
Direto de Brasília

Numa reunião hoje pela manhã a porta fechada no hotel Kubitschek Plaza, o advogado José Eduardo Alckmin voltou a externar a sua convicção de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não julgará esse ano o processo de cassação do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), que de ontem ficou previsto para entrar hoje na pauta.

Essa afirmativa dita por Alckmin, Greenhalgh e ultimamente por Francisco Rezek aos poucos é sentida como uma certeza principalmente pelo próprio governador.

Com o anuncio de que o TSE julgaria durante a sessão de ontem, Jackson Lago, que se encontrava em Salvador, chegou às 17 horas em Brasília para acompanhar o julgamento de seu mandado pela TV Justiça. Porém, ainda no aeroporto, foi convencido mais uma vez por Alckmim que o processo não seria pautado para a sessão de ontem. E não foi mesmo.

A torcida é imensa para que o julgamento seja empurrado para o próximo ano. Isso só será uma coisa certa se o TSE deixar de julgar hoje, conforme prometido pelo presidente da Corte, ministro Carlos Aires de Britto, adiando mais uma vez para a sessão que ocorrerá provavelmente na sexta-feira, 19, considerada a ultima do ano. Ai alguém pediria vista.

Se tem os que torcem pela vitória de Jackson outros fazem coro pela a sua queda. O ex-senador Chiquinho Escórcio comenta pelos corredores do Congresso que dessa o governador não escapa. “Todo o processo está muito bem fundamentado, com provas cabais de compra de votos e abuso de poder econômico”, afirma.

Sendo hoje ou não o julgamento, o fato é que tanto de um lado como do outro estão preparados para assistir a contenda de poder do Maranhão, através das modernas tv de plasma com detalhes em alta definição. Na residência do senador José Sarney , localizada na quadra 12 da península dos ministros no Lago Sul, o vai e vem de ontem a noite certamente vai continuar hoje. A insossa TJ Justiça lá foi ibope.

Já no outro pólo da cidade, mais precisamente no sétimo andar do Kubitschek Plaza, Setor Hoteleiro Norte, as imagens do plasma de 42 polegadas era o centro das atenções de nervosos jackssistas. Vibraram em alaridos quando depois de muita lengalenga da Corte o presidente Carlos Aires de Britto pediu desculpas a robusta platéia, justificando por que não daria para julgar o caso do governador Cássio Cunha Lima da Paraíba e o de Jackson Lago do Maranhão. Aderson Lago, o anfitrião, era o mais entusiasmado ao ponto de mandar estourar uma champanhe.

Há duas semanas que o chefe da Casa Civil se aquartelou em Brasília e tem sabido se articular muito bem ora no meio político, ora no meio jurídico, ao ponto de crescer ainda mais no conceito de Jackson Lago. A ultima idéia de Aderson é levar todos os governadores enrolados junto ao TSE para o que estão chamando de “fórum dos injustiçados” preparado para acontecer no próximo sábado ou domingo em São Luis. A iniciativa do chefe da Casa Civil foi aprovada por Jackson. Cássio Cunha Lima da Paraíba gostou da idéia e já teria marcado presença. Certamente o governador do Amapá, Antônio Waldez Góes da Silva, afilhado político do senador Jose Sarney, é o único da lista dos cassáveis a não ser convidado.

No meio do grupo tem um que também se destaca. O empreiteiro de nome Carlos Alberto, irmão do secretário- adjunto das Cidades e Infraeestrutura, conhecido em São Luís como pernanbuco, que financiou todas as campanhas eleitorais de Jackson Lago, aportou em Brasília e só sairá no próximo sábado. Carlos Alberto está hospedado no hotel Bonaparte. É ele que cuida dos pagamentos antecipados das seguidas publicações (em torno de oito) feitas pelo Correio Braziliense, cujos textos condenam os Sarney ao inferno e põe Jackson no céu.

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dez

16

18:51

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento do processo de cassação do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), que estava previsto para entrar hoje na pauta. O governador é acusado de abuso de poder econômico e de autoridade na eleição de 2006.

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dez

13

19:20

O fantasma que assombra as noites, os dias e o mandato do governador, tem levado o cidadão Jackson Lago a rasgar pestanas e queimar madrugadas. Tudo por obra e graças do senador José sarney –  dizem os aliados do Palácio dos Leões. Por outro lado, tem produzido cada cena pitoresca capaz de fazer sorri o mais sisudo dos homens das cavernas, inclusive a mim.

Hoje, no período da tarde, encontro com um amigo do PDT. Depois de emprestar os ouvidos para todas as reclamções e argumentações sobre o processo de cassação de Jackson Lago, o dileto amigo quase me leva ao delírio de tantas gargalhadas. Foi o seguinte, o diálogo final:

- Sabes da última do Sarney?

- Não, vou ficar sabendo agora!

- Não é que o bruxo vai mesmo emplacar o ministro do TSE, Eros Grau, relator do processo contra Jackson Lago, na Academia Brasileira de Letras!

- Com assim? Ao que sei, a escolha é por votação entre os imortais.

- Qual nada, camarada, está tudo acertado, tudo combinado!

- Ah, compreendo! Vão matar um membro da ABL para que Sarney possa atuar nos bastidores e eleger o Eros Grau?

- Talvez, amigo! O Sarney é capaz de tudo! Não te assustas se amanhã um imortal aparecer envenenado!

- Será que o Sarney é capaz de colocar chumbinho no Guaraná Jesus, que ele presenteia no natal aos membros da ABL?

- Não, você está é de sacanagem comigo! Aposto como não acreditas no que vou te falar agora. O rabudo de bigode prometeu ainda ao ministro Eros Grau colocá-lo na Corte Internacional de Justiça, no Supremo Tribunal Mundial de Justiça. E agora, vais dizer que estou mentindo?

- Claro que não. Agora quem vai escutar a última é você. Não espalha, está bem? Sarney foi ao Papa Bento XVI, passou dois dias em jejum, orando de joelhos sem parar e, finalmente, conseguiu o inimiginável: falar com Deus. Saiu de lá sorrindo com os cardeais, arcebispos, bispos, freiras, coroinhas, e ainda deu dez badalas no sino papal.

- Sim, mas qual foi a conquista? O que ele ganhou de tão especial?

- Conseguiu uma vaga no Céu para o ministro Eros Grau. E no lugar de São Pedro!

O amigo saiu irado comigo. Não perdoou nem minha amada mãezinha. Liguei para seu celular. Ele não atendeu. Sinto que perdi um amigo, mas não perdi a piada.

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dez

13

14:53

Convenhamos, a população de São Luís tem reagido com apatia às manifestações em defesa da permanência do mandato do governador Jackson Lago. Antes, os bairros periféricos e a classe média se movimentavam contra qualquer tentativa de tomar das esquerdas aquilo que foi conquistado com muita luta. Jackson Lago e seu grupo político, antes, representavam as esquerdas. Hoje, diferentemente, ele e o grupo são governo, situação. Estão no poder estadual e municipal, desde a metade do governo do seu aliado José Reinaldo Tavares. Daí a indiferença da população.

Não custa nada recordar o desastroso governo de Fernando Collor de Melo. Quando estava em queda livre, o então presidente  apelou para a nação brasileira. Pediu aos homens e mulheres que usassem roupas amarelas para protestar contra o impeachemnt . O que se olhou no dia seguinte foi a população usando preto, dizendo não aos apelos de Collor. Aqui, é bom que fique claro, não vai nenhuma comparação com a história de vida e política do cidadão Jackson Lago.

Mais recentemente, o presidente Lula, com a aprovação do seu governo nas alturas, andou por diversas capitais brasileiras e em algumas cidades importantes pedindo votos para seus candidatos a prefeito. Não elegeu 20% dos seus preferidos. Lula é governo. É situação.

Agora é a vez de Jackson Lago apelar ao povo para que se manifeste contra a provável cassação de seu mandato. A maioria dos veículos de comunicação maranhense está na mesma luta. A classe política, na sua maioria, deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores, engrossou o movimento. O Vice-governador, ontem, em Imperatriz, apelou para que o povo saia às ruas, que os comerciantes fechem seus estabelecimentos, no dia do julgamento.

O que se tem observado, até agora, é a apatia do povo. Aqui mesmo em São Luís os movimentos populares estão parados. Só o MST, em pequena parcela, continua em frente ao Palácio dos Leões. Na capital, o governador não goza mais da simpatia da população, como se tem comprovado. Então, não há como sensibilizar o povo quando as condições se apresentam adversas.

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dez

13

11:03

O jornalista Cássio Euller, maranhense, com formação profissional em São Paulo, atualmente residindo em Brasília, antecipou os instrumentos jurídicos que seriam usados pelos advogados do governador Jackson Lago para protelar o julgamento da cassação ou não de seu mandato.

Euller, que é bem informado e tem acesso a importantes fontes de Brasília, publicou nesse espaço e no Jornal A Tarde, edição de quarta-feira, que o julgamento seria adiado para análise melhor do depoimento da testemunha Sara Costa, que iria desmentir uma testumanha do processo, que teria vendido voto no segundo turno favorável a Jackson Lago. Boa parte dos jornalistas, inclusive os blogueiros Marco Deça e Décio Sá, duvidou da informação.

Foi exatamente o argumento utilidado pelo advogado de Jackson Lago, Daniel Leite, para retardar o processo de cassação do mandato. Só que o ministro do TSE, Félix Fischer, como já amplamente divulgado hoje, rejeitou o recurso. Sendo asim, o julgamento deve mesmo ocorrer na terça-feira, dia 16. De parabéns Cássio Euller que antecipou o fato. Aliás, Euller virá a São Luís na próxima semana para rever familiares e amigos.

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dez

12

16:21

Soube, hoje pela manhã, que a se confirmar o julgamento da cassação ou não do mandato do governador na sessão plenária do TSE, na terça-feira, dia 16, o Exército estará de prontidão com as tropas para defender o patrimônio público e evitar badernas nas ruas de São Luís. Os homens do 24 BC serão auxliados pela Polícia Federal.

Não haveria a menor necessidade não fosse a Polícia Militar do Maranhão ser obediente às ordens do governador de plantão, qualquer que fosse o chefe do Executivo. Governador jamais colocará a sua PM para reprimir manifestações em seu favor, ainda mais quando a loucura assume o lugar da lucidez. Além dos bens públicos, o Exército devem proteger alguns privados, como a residência do senador e senadora Roseana Sarney e o Sistema Mirante de Comunicação, alvo dos manifestantes que pregam a violência caso Jackson lago tenha o mandato cassado por força da legislação eleitoral vigente.

Como a manifestação vem sendo comandada pelo MST, que terá a partir de domingo o apoio do porra louca do MLST, de Bruno Maranhão, não se pode esperar outra coisa senão a selvageria e a barbárie. Não tem sido diferente nas invasões a terras particulares, públicas, prédios públicos e até casas legislativas. Quando agem, estão dispostos a tudo.

Um dos líderes dos manifestantes não faz segredo ao dizer para todos que se o julgamento for contrário, a primeira vítima será o Palácio dos Leões, o que para eles seria uma forma de mostrar que o “povo do Maranhão” não quer Roseana de volta à casa que comanda o destino dos maranhenses. O Palácio, que deve ter uns 400 anos, pode virar cinzas a qualquer momento.

A presença dos Exército na ruas da cidade, caso a tregédia anunciada torne-se realidade, para evitar o caos, a baderna, levará o Maranhão a sofrer intervenção federal, o que rogamos a Deus que não ocorra.

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dez

11

20:34

Governador desembarca em São Luís hoje a noite, mas dispensou manifestações

Brasília
Cássio Euller
Correspondente do Blog de Luis Cardoso

Iniciou hoje pela manhã em Brasília, o processo de cristianização de Jackson Lago, que provavelmente terá o seu diploma de governador do Maranhão cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral no inicio do próximo ano.

E não teve data melhor e nem lugar mais apropriado que não fosse durante o ato oficial realizado pela Câmara dos Deputados, que lembra a passagem dos 40 anos do famigerado Ato Institucional número 5 (AI-5).

Só para lembrar, o Ato Institucional Número Cinco foi o quinto de uma série de decretos emitidos pelo regime militar nos anos seguintes ao Golpe de 1964 no Brasil. Redigido pelo Presidente Artur da Costa e Silva, em 13 de dezembro de 1968, veio em represália à decisão da Câmara que se negara a conceder licença para que o deputado Márcio Moreira Alves fosse processado por um discurso pedindo ao povo brasileiro que boicotasse as festividades do dia 7 de setembro.

Foi nesse ambiente de repulsa de uma época negra da vida brasileira realizado hoje pela Camara, que Lago aproveitou para oficialiazar o exercício da sua via sacra, que certamente se estenderá até as eleições de 2010. Durante o ato na Câmara, o governador ganhou alguns aliados de peso para fazer coro contra o que chama de “armação de um golpe contra a democracia cujo objetivo é a reintegração de posse de um feudo político comandado há 40 anos pelos Sarney”.

A carta de Jackson lida durante a sessão pelo deputado Roberto Rocha (PSDB) fez com que o arquiteto Oscar Niemeyer, assinasse um manifesto passado de mão em mão contra a cassação do governador maranhense. “Ele fez uma conclamação a todos os brasileiros que acreditam na democracia para que se unam na luta pela defesa e respeito do voto e da vontade soberana dos maranhenses”, disse o velho construtor de Brasília.

A peregrinação jackista na capital da República pode-se se dizer que rendeu a blindagem do seu mandato por todo esse resto de ano e inicio do outro. De jantar a jantar, o governador fala com petistas a tucanos pedindo apoio. Na Casa do Ceará, na 910 Norte , Jackson foi levado por Sebastião Madeira (PSDB) para uma noitada de robustos tucanos que homenageavam o ex-deputado cearense Ubiratã Aguiar, urgido um dia antes como novo presidente do Tribunal de Contas da União. O ex-lider Jutahy Magalhões Junior prometeu colocar o partido em defesa do governador maranhense, embora o atual lider dos tucanos na Camara, Jose Anibal (SP), tenha recomendado uma posição do PSDB nacional mais em cima do muro em relação as questões localizadas.

O fato é que Jackson Lago tenta de todas as formas criar um ambiente no Maranhão nos mesmo moldes que foi criado em 2002 no Piauí. Francisco de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa, governador do Estado teve o mandato cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por crime eleitoral em 2001.

O então senador Hugo Napoleão (PFL) assumiu o governo do Estado. Na época, Napoleão entrou com uma representação contra Mão Santa, que deu origem ao processo que levou a cassação do mandato. A partir daí, o governador cassado cristianizou-se. No poder, Hugo foi fragorosamente derrotado pelo o deputado federal do PT Wellington Dias. Mão Santa foi o senador mais votado no estado em 2002. Hugo Napoleão, que já foi à maior liderança do Piauí nos áureos tempos do PFL, hoje está no ostracismo da política, após uma rápida passagem pelo Palácio de Karnak.

Essa historia foi contada em versos e prosas nestes dois últimos dias por muitos aliados de Lago. Por outro lado, toda essa movimentação esta sendo acompanhada no para a passo pela base sarneista em Brasília. Sarney soube que o ministro Tarso Gero meteu o dedo em sua seara. O velho cacique não fala nada. No final desta tarde estava ele no plenário do Senado em conversa miúda com o senador Pedro Simon (PMDB-RG). Alguma coisa contra Genro ou contra o desejo de Lula no que diz respeito à próxima presidência da Casa?

Já na raia pequena teve o contraditório. Na quarta-feira, o deputado Gastão Viera (PMDB) foi à tribuna para denunciar a anunciada presença do porra-louca Bruno Maranhão, chefe do Movimento de Libertação dos Sem Terra, grupo dissidente do MST, para organizar um bardenaço em São Luis, informação antecipada pelo blog do Luis Cardoso. Zequinha Sarney (PV) também discursou seguido por Pedro Fernandes (PTB) .

Apesar da torcida organizada dos Sarney para que o TSE casse o diploma de Jackson no inicio do próximo ano, no entanto, a grande pergunta entre todos é quem disputaria pelo grupo numa possível eleição convocada pelo TRE para um curto mandato de apenas 20 meses. Os de musculaturas políticas mais arrojadas como Roseana e Lobão não desejam enfiar os pés nesse pântano.

A filha de Sarney já deixou claro que irá aproveitar o próximo ano para se submeter a uma cirurgia na cabeça. Já o ministro Lobão dar sinais de que prefere continuar a frente do Ministério de Minas e Energia para ajudar na implantação da refinaria que vai gerar renda e empregos em no Maranhão. A coisa vai, ao que parece, sobrar para João Alberto, Sarney Filho, Gastão Viera ou Mauro Fecury. Resta saber qual deles está disposto a ser o Hugo Napoleão do Maranhão.

A imprensa nem deu bolas

Se por um lado o governador Jacson Lago se esforça para tentar sobreviver politicamente a uma situação próxima a um quadro irreversível de perda de mandato, no entanto alguns de seus próceres se engalfinham em erros. A reunião “pró-jackson” organizada pelo deputado Domingos Dutra (PT), ocorrida no plenário 16 da Câmara, na ultima terça-feira, não atingiu o objetivo que todos esperavam.

A imprensa nem deu bolas I

Bem que Karina Duailibe, assessora do deputado Julião Amim (PDT), se esforçou ao máximo na mobilização da imprensa nacional, sem, no entanto, conseguir qualquer êxito. Esteve pessoalmente no comitê de imprensa das duas Casas na tentativa de convencer jornalistas a se interessar pelo fato. Ninguém se interessou.

A imprensa nem deu bolas II

No dia seguinte, o deputado Julião Amim optou pela presença urgente em Brasília do secretario de Comunicação do governo, Zeca Pinheiro. A idéia era a de contratar um veiculo de comunicação nacional para fazer uma matéria sobre o que eles chamam de golpe da família Sarney para tomar o mandato do atual governador. Coube ao próprio Pinheiro fazer o tal entendimento.

A imprensa nem deu bolas III

O articulista político Cláudio Humberto, que faz um programa na Band News e uma participação no rádio do mesmo grupo, e tem uma das colunas políticas mais lidas do país, chegou a ser consultado. Humberto se dispôs a fazer uma entrevista com o governador, desde que fosse ao vivo. Jackson não topou. Um dos mais conceituados colunista do país poderia perguntar sobre o seu envolvimento caso da operação navalha. Então era melhor deixar quieto.

Jackson retorna de Brasília

O governador Jacson Lago segue daqui a pouco para São Luis no vôo da TAM. Chega às 23 horas. Deixou claro aos seus principais assessores que não quer nada de movimento na sua chegada ao aeroporto. Aderson Lago reservou a cadeira do lado para mostrar novos métodos para sensibilizar a população e aproveitar para pedir ao governador e exclusão de pessoas que atrapalham a administração estadual, incluindo alguns pedetistas históricos.

Advogados na ilha

Dois advogados chegam a São Luis junto com o governador. No sábado, o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, contratado pelo chamado campo majoritário do PT, liderado por José Dirceu, também vai desembarcar na ilha. Segundo fui informado, ele será hospede especial na Casa de São Marcos, mas retornará domingo a Brasília junto com Julião Amim.

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dez

10

20:40

Brasília

Cássio Euller

Correspondente do Blog do Luis Cardoso

A esperada decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) marcada para a próxima semana (terça ou quinta) sobre a provável cassação do diploma do governador Jackson Lago, pode não acontecer esse ano e  levar os Sarney a loucura. Além de estar respirando aliviado por ter escapado da guilhotina da Corte Eleitoral esta semana, o governador Jackson Lago torce e se apega com tudo quanto é santo, para que essa decisão  ocorra somente em 2009. Ontem à noite, em meio a um jantar oferecido na casa do deputado  Severiano Alves  (PDT-BA) no Lago Sul, o governador maranhense  estava  com a feição descontraída e sorrindo a toa. Nem parecia aquele homem sisudo e fragilizado dos últimos dez dias.A virada do jogo que fez Jackson a exagerar nas seguidas taças de um bom vinho iniciou por volta das 16 horas ao deixar de forma apressada a tosca e chorosa  reunião organizada  pelo deputado Domingos Dutra (PT) no plenário 16 da Câmara. O rumo de Jackson era o Ministério da Justiça.  É que ele tinha apenas 10 minutos para atravessar toda a Esplanada dos Ministérios e  chegar a tempo a uma audiência marcada para ele pelo ex-deputado e advogado  Luiz Eduardo Greenhalgh com o ministro Tarso Gero. Greenhalgh é o mesmo que está sendo acusado pelo Ministério Publico Federal de surrupiar informações privilegiadas junto a Presidência da Republica, para proteger o seu cliente Humberto Braz, assessor do banqueiro corrupto Daniel Dantas, investigado pela Abin, conforme escuta telefônica da Polícia Federal no caso da “Operação Satiagraha”.O ex-deputado e advogado militante, conforme informações, teria sido  contratado  por uma ala petista ligado ao ex- ministro José Dirceu, chefe do “mensalão” e dos “dólares na cueca” que tem escritório no Hotel Kubitschek Plaza, no setor hoteleiro norte de Brasília, mesmo hotel  que serve também de residência do deputado Julião Amim (PDT). A missão do advogado paulista é a de reforçar na defesa do governador maranhense ameaçado de ter o diploma caçado pelo TSE. No inicio da tarde, ainda no plenário da Câmara, onde Dutra fazia um inflamado discurso “pró –Jackson”, Luiz Eduardo Greenhalgh  adentrou o espaço  para  dar resultados de suas investidas junto ao MPF.  Coube a ele provocar o Ministério Público para que fosse analisado o depoimento da empregada domestica Sara Costa, que mudara o seu depoimento no caso da  compra de votos feita por Jackson. Porém para o pleno sucesso dessa ação junto ao MP precisaria ser apadrinhada por alguém nada menos que o ministro da Justiça, Tarso Gero. O ministro teria sido convencido a tomar partido no Maranhão por conta das investidas que o senador Jose Sarney tem feito contra a sua permanecia à frente do Ministério da Justiça. Fazendo alguma coisa para proteger Lago no comando do governo do Maranhão. Tarso Genro estaria, também se vingando do senador amapaense por ter pedido a sua cabeça  ao presidente Lula em troca  da  eleição de Tião Viana (PT-AC) no comando do Senado.  Apesar da agenda apertadíssima durante o dia de ontem, mas o ministro fez questão de receber Jackson e Greenhalgh numa sala ao lado do seu gabinete, por voltas das 16 horas em ponto. Da conversa entre os três, ninguém soube de forma detalhada. Mas na boca miúda de alguns entusiasmados  jackisistas  que perambulavam por Brasília um link entre o MJ e o MP  foi feito no meio da audiência. Foi a partir desse momento que um ar de alivio encheu de certeza de que a ação de Luiz Eduardo Greenhalgh junto ao Ministério Publico Federal  estava consolidada. Pelos menos era assim que comemorava o chefe da Casa Civil do governo maranhense, Aderson Lago. Ele falava pelos quatros cantos que alguém do MP, por conta do novo depoimento da domestica Sara Costa, pediria vista da pilha de processo contra Jackson em poder do ministro Eros Graus. Esse procedimento impediria que a Corte possa se posicionar na próxima semana conforme previsto. A próxima semana também é a ultima do ano para que os tribunais superiores entrem para o recesso de final de ano.  A ação do MP levaria o TSE a cassar o diploma de Jackson  somente em 2009. Com isso o jogo de poder no Maranhão retornaria ao status quo anter. O deputado Marcelo Tavares, eleito presidente da Assembléia Legislativa, assumiria interinamente o Governo até que fosse convocada  novas eleições. Fazendo leitura de tudo quanto é jeito o principal auxliar do governador resolveu extrapolar. Dentro do apartamento no 7º andar do Kubitschek Plaza em que se encontra hospedado o governador, ele saiu com essa sobre o olhar de espanto de Julião Amim e do próprio Jackson. “Se a gente sobreviver tem que ser feita uma radical mudança no governo”, disse. Traduzindo: Aderson espera que Jakson Lago se livre de uma vez por toda de gente como alguns históricos do PDT, de aliados de Sarney que ainda se mantém nos cabides estaduais e de outros mais. 

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dez

10

20:20

Ontem, em discurso inflamado, o deputado federal Domingos Dutra informou em reunião, no anexo 16 da Câmara Federal, que mais de 500 pessoas do movimento dos Sem Terra estavam concentradas na porta do Palácio dos Leões, aguardando a decisão da cassação ou não do mandato do governador Jackson Lago. Dutra foi mais longe: disse acreditar que até o dia de hoje mais de 5 mil manifestantes estariam no mesmo local dispostos a tudo.

Minutos depois o governador, que estava na rreunião em Brasília, foi informado por telefone que só no dia seguinte, hoje, poucos mais de 100 Sem Terra viriam de diversas cidades maranhenses para engrossar o movimento.  Hoje, na porta dos Leões,  cerca de 150 manifestantes estavam presentes.

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dez

09

20:56

Brasília – Cássio Euller
Correspondente do Blog do Luis Cardoso

Com a participação de apenas cinco deputados da bancada maranhense, além de três parlamentares do PDT de outros estados, a reunião “pro-jackson” batizada e organizada pelo deputado Domingos Dutra (PT), encerrou com uma certeza: o governador Jackson Lago ainda sobreviverá esta semana, mas da próxima terça-feira não passa. A noticia do adiamento da sessão do TSE onde o governador e vice-governador são acusados de captação ilícita de votos na campanha ao governo do Maranhão, chegou aos ouvidos do governador quando discursava para a seleta platéia. Coube ao advogado José Eduardo Alckmin, que defende simultaneamente o governador Cássio Cunha Lima, da Paraíba e o governador Luiz Henrique de Santa Catarina também processados pelo TSE, a dar as boas novas ao governador maranhense. A mudança no calendário cujo veredicto seria esperado amanhã chegou como um alivio.

Pelo menos para o deputado Ribamar Alves (PSB), que ao pedir a palavra ,revelou a todos que já não dorme direito e que está acabrunhado com o parecer do Ministério Publico Federal e com a decisão do ministro Eros Grau membro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral. “A esse ministro foi prometido por Sarney uma vaga na Academia Brasileira de Letras”, disse Alves. Ao acusar o ministro e o MPF de estar ajudando Sarney a derrubar Jackson no “tapetão”o deputado do PSB pouco se lixou do seu envolvimento na chamada máfia das ambulâncias superfaturadas. Ele consta da lista dos 57 parlamentares investigados pela Procuradoria Geral da República os quais caíram na rede da PF durante a Operação Sanguessugas.

O secretario Wagner Lago, livrou Jackson de qualquer culpa na compra de votos durante a sua campanha. “o governador Jacson Lago não tem nada a ver com isso. Isso é culpa do governo passado que apoiava o candidato Edison Vidigal”, arrematando que o processo de cassação é inconformismo político de quem mandou no estado há mais de 40 anos. Coube a Sebastião Madeira lembrar que esse processo foi de iniciativa de “um aloprado suplente de senador”. Madeira se referiu ao ex-senador Francisco Scórcio.

Por outro lado o deputado Pompeu de Matos do PDT gaúcho até que tentou fazer uma comparação entre Jackson ao falecido caudilho criador do PDT nacional, Leonel Brizola. “Ele fez uma revolução política, uma revolução social no Rio Grande do Sul. Por causa disso enfrentou de peito aberto e determinação a ira de correntes ferrenhas. O senhor tem as mãos limpas”, discursou.

A reunião foi comanda por Dutra que ocupou a tribuna da Câmara por duas vezes para dizer que há por todo o Maranhão um clima de inquietação e que segundo ele o povo não deixará Sarney tomar o mandato de Jackson. “Neste momento é forte a presença do MST e da via campesina em frente ao palácio dos Leões. O povo não vai deixar barato”, avisou o deputado petista. Onte, desde o período da manhã até o fechamento da edição, por volta das 23h. pouco mais de 50 membros do MST se concentravam na porta do Palácio dos Leões.

Nos bastidores sabe-se que os partidários de Jackson estariam contando com a ajuda de alguns movimentos como o MST que chagariam em centenas de ônibus pagos, sendo que ninguém sabe quem vai pagar as contas, nem mesmo o MST.. O objetivo é reunir cerca de 5 mil sem-terras e quebradeiras de coco até segunda-feira, um dia antes da votação do processo de cassação de Jackson pelo TSE. Algumas centenas viriam até mesmo de outros estados. Para botar gasolina na turma caso o governador seja afastado do poder, entraria em ação o radical Bruno Maranhão.

No ano passado Bruno Maranhão que lidera o Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), um grupo dissidente do MST, invadiu o prédio do Congresso. Depredaram partes da Câmara dos Deputados a pretexto de protestar contra a demora na desapropriação de terras. Armados de paus e pedras quebraram o que viram pela frente. Deixaram um rastro de vandalismo e um saldo de 41 feridos. Essa cena, agora pode se repetir na Ilha do amor. A estratégia é deixar que isso transpareça que é pura revolta popular contra os Sarney.

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dez

09

15:10

No Maranhão começa a ser armado o palco para uma guerra. A guerra, como toda guerra, pelo poder. Setores da sociedade civil, como MST, pequenas facções da igreja católica, um braço fanático do pretestantismo, partidos políticos pendurados nos cabides públicos estaduais e até mesmo segmentos administrativos do Governo do Estado montam estratégias para transformar em arena bélica as cidades de São Luís e Imperatriz. Até mesmo um jornal local defendeu ontem em editorial a reedição da Balaiada. A que ponto chegamos. Tudo por causa da provável cassação do mandato do governador Jackson Lago. Se as pendengas não forem resolvidas pela via judicial, então fechemos todos os tribunais, lacremos todas as delegaciais de policias e quem vençam os mais fortes.

O deputado petista Domingos Dutra ocupou hoje, por duas vezes, a tribuna da Câmara Federal para denunciar o que considera golpe a ainda não decidida cassação do mandado do governador. Convocou a população a se entrincheirar para a luta. Atribui como peripécias do grupo Sarney a tentativa de apear Jackson Lago do cargo. Ora, se é golpe, então os ministros da justiça eleitoral estão combinados com a armação. Se isto ocorre contra o nosso governador, na certeza dos que não seguem as leis, devem acontecer o mesmo com os demais governantes ameaçados. O país vai virar um caos. A nenhum político a lei poderá cassar seus mandatos, sob pena de entramos numa convulsão social sem precedentes na história repúblicana do Brasil.

Depois de descer da tribuna, soube, o deputado Domingos Dutra estava sendo aguardado em seu gabinete pelo “guerrilheiro” (ou arruaçeiro?) Bruno Maranhão. Aquele mesmo que levou um grupo do MST a invadir e quebrar a Câmara Federal. Homem de boas posses financeiras, Maranhão foi o primeiro s ser solto após o episódio e foi para a Bahia, onde mantém um campo de baltalhas bem treinadas. Bruno Maranhão, segundo fui informado, estará desembarcando em São Luís na sexta-feira para cerrar fileiras na guerra que se avizinha. Mais tarde conto mais detalhes.

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dez

08

17:53

A reunião no Palácios dos Leões, no final da tarde de sábado, com prefeitos, deputados, secretários e outras lideranças políticas para prestar solidariedade ao governador Jackson Lago, que tem o mandato ameçado pela legislação eleitoral, foi um fracasso. Do encontro participaram apenas, segundo fui informado, 16 prefeitos, pouco mais de 50 por cento dos auxiliares do governador e quase nenhum deputado. Dos 42 parlamentares estaduais, apenas três. Dos 18 federais, somente dois.

E tem como explicar o fracasso. A reunião foi convocada de última hora, não houve mobilização o suficiente, e foi pessimamente coordenada. Para convidar os prefeitos, por exemplo, escalaram o presidente da Famem, Tema Cunha, aquele que foi preso e algemado pela Operação Rapina. Escalaram exatamente aquele que não tem reputação e não serve como exemplo para seus pares.

O convite aos deputados estaduais foi de maneira desordenada. O que deveria ser entregue ao atual presidente João Evangelista ou ao presidente eleito Marcelo Tavares ficou a cargo do secretário adjunto da Casa Civil, Rbens Pereira. deu no que deu. Tavares, convidado de última hora, esteve presente, e o colega Rubens Pereira Filho, deputado filho de Rubens Pereira.

Se o objetivo é organizar grandes manifestações para mostrar a revolta do povo com a ameaça de cassação do mandato do governador, Jackson Lago precisa urgentemente melhorar a equipe que vai preparar tais eventos. Sob pena de encontrar nas ruas, praças e avenidas meis dúzia de manifestantes. Ao menos uns gatos pingados do PDT.

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dez

08

17:05

Conheci o cidadão Jackson Lago, nos idos de 70, no comando de um jornal alternativo, que funcionava na rua da Savedra, no centro de São Luís. Poucos metros, quase que em frente, “batia ponto” diariamente na sede do Movimento de Oposição Pra Valer, que resultou na eleição de Haroldo Sabóia, em 1978, para deputado estadual. Foi, acredito, um dos melhores deputados da oposição, naquela época.

Jackson Lago, salvo engano, não tinha a menor identidade ou convivência com a religião, inclusive a católica. Diziam os amigos mais próximo que o médico era ateu. Leitor iniciante do Marxismo-Leninismo, continuei com minha fé em Deus, de quem nunca desgrudei até hoje. Passei por um período de internação hospitalar, em 1985, no Presidente Dutra. Recebia sempre, no final da tarde, as visitas do médico Jackson Lago. Eu, com minha pequena Bíblia, e ele com palavras de conforto e sinceros desejos da melhoria de minha saúde. Da sua boca, nunca ouvi tocar no nome de Deus, o que sempre foi comum a quem se deseja boa saúde. Curei a minha úlcera com as graças de Deus, dos médicos e, inclusive, com as palavras de incentivos do doutor Jackson Lago. Eu pemaneci o mesmo, conservando a minha fé. Ele, continuou o mesmo bom amigo incrédulo das palavras divinas.

Agora, no exercício do mandato de governador do Estado do Maranhão, fiquei alegra em saber que o médico e político Jackson Lago ora todas as manhãs na residência oficial, acompanhado de alguns evangélicos, e de sua família, é claro. A satisfação só não foi completa porque soube que o motivo principal das orações é garantir a continuidade de seu mandato, ameçado pela legislação eleitoral vigente.

A comandante dos apelos celestiais é a secretária das Ciidades, Telma Pinheiro, que detém o maior bolo do Orçamento estadual para obras. Comentam que o poder da irmã Telma é insuperável e decisivo nas ações do governador. Ora, logo penso que Jackson Lago, sob o domínio das orações da “irmã” Telma Pinheiro, pode ter levado uma lavagem cerebral, não fosse a sua oração pela salvação do mandato, seu apego súbito pelo evangelho.

Confesso que tenho até hoje a vontade de olhar de perto tais orações. Mas soube, por pessoas que delas participam, que o momento é de fervor e que os apelos são restritos a que Deus expulse o satanás que asombra o mandato do nosso governador. Fico a imaginar, cá com meus botões, o doutor Jackson Lago implorando: “Deus, expulsa o rabudo de bigode que ameaça meu último sonho. Põe pra fora o fardão do satanás imortal que quer tirar de mim o que sempre busquei na vida. Xô, Lucifer do Curupu, que quer impedir a libertação do povo santo do Maranhão”. E com a “irmã” Telma Pinheiro ao lado, dando gritos de Aleluia por continuar na mordomia e sendo ela a guru de Jackson Lago. Amém!

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dez

08

16:36

Tenho 50 anos de vida. Até aos 17 anos fui evangélico da Assembléia de Deus, levado pela saudosa avó Maria Rosa. Bons tempos aqueles em que as igrejas e os irmãos em Cristo estavam voltados exclusivamente para levar a palavra de Deus a todo o mundo, na busca da salvação eterna para sí e aos outros. Participei das primeiras pregações em praças públicas aqui em São Luís. Éramos jovens fervorosos e inquietos pela expansão das palavras de Deus. A política partidária não fazia parte de nosso convívio, a luta nefasta por cargos públicos não nos seduzia. Era nossa meta primordial, naqueles tempos, buscar a Deus sobre todas as outras coisas.

Hoje, os tempos e os templos são outros. Os costumes mudaram.. para pior. Ao invés de buscar a Deus em primeiro lugar, os evangélicos, com raríssimas exceções, brigam por espaços na política partidária e por cargos públicos, com o aval das lideranças das igrejas. Abraçam causas de corruptos e corruptores, sem o menor pudor. Oram, apelando a Deus, não pela salvação das almas, mas em favor de que os vivos permaneçam vivos na arte de subtrair o que de fato e de direito pertence aos povos. Uma lástima.

Na eleição municipal de São Luís, observei exemplos, senão gritantes, ridículos. Evangélicos se dividiam na busca pelo poder político. Levaram aos seus templos candidatos e a eles prometiam, não um lugar aos céus, mas a certeza de que suas orações levariam Deus a tocar no coração de cada eleitor para que fossem vitoriosos nas urnas. Uma grande mentira. Um engodo enorme aos olhos de Deus. Um “Migué”, como no dito popular. E os candidatos a prefeito prometiam vagas na futura asdministração, além de dinheiro para tornar seus sonhos em realidade.

Agora mesmo os evangélicos, capitaneados por meia dúzia de “líderes” querem levar o rebanho evangélico para as praças, ruas e avenidas para defender o mandato do governador jackson Lago. Os mercadores da fé querem usar os irmãos como massa de manobra para evitar a cassação do mandato de Jackson Lago, como se as orações fossem sensibilizar a Deus e aos ministros do TSE. Não é essa a função dos evangélicos, não foi esse o destino reservado por Deus a cada um naquele que nele crê para que tenha a vida eterna.

A Justiça Divina permanece e estará acima de todas as coisas. Entretanto, não vejo nas ações do Poderoso o acobertamento de atitudes ilícitas ou a proteção aos que transgridem as leis. Aos evangélicos é dado o direito de orar pela mudança dos gestos maléficos dos homens, a transformação de suas perversas consciências, em nome de Deus. Nunca, a permanência dos próprios evangélicos pelos tesouros na terra, pelas mordomias satánicas ou pelas sobras do poder dos infernos. Orais, irmãos, enquanto vida tiverem pela salavação dos que precisam da palavra de Deus e da vida eterna! Esse, sim, é o papel que cabe a cada evangélico.

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dez

05

19:31

 Lideranças pedetistas de todo o Brasil assinaram o documento ” Movimento contra a cassação do mandato do governador Jackson Lago”, durante o encontro nacional do partido no início da semana. “Aqui em Brasília, recebemos inúmeros apoios ao governador e de repúdio a essa manobra. Como políticos, eles sabem o que significa a virulência dos derrotados em desespero”, afirmou o deputado federal Julião Amin, responsável pela coleta das assinaturas.

Do histórico deputado federal Miro Teixeira ao novato Brizola Neto, dezenas de parlamentares e gestores  manifestaram-se a favor de Jackson Lago, incluindo o governador do Amapá, Waldez Góes, o vice-governador do Pará, Odair Corrêa, e o presidente nacional do partido, o deputado gaúcho Vieira da Cunha.  ”Jackson é  um homem sério e honrado, um companheiro de uma história de lutas, um governador legitimamente eleito”, definiu Teixeira.

Carta aberta – Essa não é a primeira manifestação de apoio do partido,  que aprovou uma mensagem de “apoio incondicional”  ao governador durante o IV Congresso Nacional, definindo Jackson Lago “como homem íntegro e ético, democrata de convicções, trabalhista e nacionalista e que derrotou a mais atrasada oligarquia do país,  que agora manobra para levar a eleição para o tapetão. 

A carta diz ainda que “o PDT  e as forças democráticas do país denunciam essa manobra golpista contra a heróica resistência do povo maranhense que libertou-se nas urnas, de um passado de dominação e atraso”. A decisão de elaborar o documento foi aprovada por aclamação na plenária final do encontro, realizado em abril deste ano.

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