Blog do Cardoso

Bastidores da política local e nacional

mar

05

15:23

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta sexta-feira (5) que vá pedir licença do cargo para participar da campanha da pré-candidata do governo, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. “Seria uma coisa descabida”, disse, em entrevista às rádios Emissora Rural AM e Juazeiro AM.

A informação de que o presidente pretendia se licenciar foi divulgada na edição de quinta-feira (4) do jornal O Globo. No mesmo dia, José Sarney, que chegou a ser apontado como o indicado para assumir temporariamente o cargo, também rechaçou a hipótese.

Ao analisar a possibilidade, o presidente afirmou que o licenciamento seria o mesmo que menosprezar o peso político da Presidência. “Seria uma coisa vista de forma irresponsável com o mandato. Até porque, achar que eu me afastando posso ajudar mais um candidato seria também diminuir o mandato”, declarou.

“Se fosse assim, quem não tem o mandato teria mais força política do que eu”, afirmou. “As pessoas precisam parar de brincar com a inteligência do povo”, disse Lula, criticando o jornal.

“Não há hipótese dessa discussão ocorrer no momento da história do Brasil em que o presidente da República tem que governar. A ministra Dilma, quando chegar no mês de abril, junto com os ministros que fazem parte do governo, irão se afastar para concorrer às eleições como manda a legislação eleitoral”, disse.

Confronto de realizações

Lula voltou a afirmar que, durante a campanha, deseja fazer um confronto entre o programa dos dois candidatos e também as realizações de PT e PSDB durante os oito anos em que cada partido governou o país.

“Precisamos comparar, qualquer coisa, em qualquer área. Nas áreas em que ele estiverem melhor, isso vai aparecer, os números não mentem”, disse. “Estou tranquilo porque acho que meu governo mudou o paradigma do Brasil: quem vier governar depois de mim não pode mais pensar pequeno, não pode ser tacanho, não pode tratar o Nordeste como uma região de segunda classe.”

Viagem

Lula viajou ao Nordeste para participar da solenidade de entrega da primeira etapa do Projeto Salitre, um projeto de irrigação na região de Juazeiro (BA). O projeto conta com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na ordem de R$ 251,5 milhões, entre 2007 e 2010. O valor do investimento total no projeto é de R$ 900 milhões.

Com informações do G1

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fev

18

14:44

Férias merecidas

Depois de resolver alguns problemas decorrentes da doença de minha mãe, tirei alguns dias de férias. Há uma semana estive em Barreirinhas. Como sempre, adorei.

Passei o carnaval em casa. Não estou arrependido. Não postei nada no período momesco porque meu computador estava com problemas.

Ganhei  um netbook de um amigo deputado estadual, que esteve recentemente nos Estados Unidos, com a família. Como sou jurássico em informática, ainda não estou habituado ao pequeno aparelho, que pesa menos de um 900 gramas.

Com muita disposição e carregado de informações, retorno ao batente. Ao que interessa.

Carnaval das Patifas

A cidade de Pinheiro reuniu grande grupo de foliões e mais uma vez ofereceu o melhor carnaval da Baixada. Aliás, Pinheiro é o hoje a cidade mais procurada no período momesco do interior maranhense.

A grande atração do carnaval pinheirense aconteceu na terça-feira, quando o bloco “As Patifas” saiu às ruas da cidade. Dizem que foi sensacional. Milhares de homens vestidos de mulher.

Dois dos meus filhos, Pablo e Neto, estavam presentes. O Pablo estava de Alcione Marron, e Neto atacou de Ivete Sangalo. Um arraso!

Ao menos três deputados, um secretário de estado e quatro municipais e mais um executivo da Cemar, além de dois construtores, soltaram as frangas. Estavam belíssimas.

Como diria Caetano Veloso em uma das suas canções: “No carnaval todo mundo quer/ Todo mundo quer/ Todo mundo quer ser o que é”.

Serra vence Dilma no segundo turno

Pesquisa Ibope/Diário do Comércio, realizada entre os dias 6 e 9 deste, atesta que o governador de São Paulo, José Serra, permanece liderando a corrida sucessória para a presidência da República.

Hoje, Serra tem 36% das intenções de votos contra 25% da ministra Dilma Rousseff, enquanto o deputado Ciro Gomes detém 11%.

Se a eleição do segundo turno fosse hoje, José Serra venceria sua adversária com 47% dos votos, contra 33% de Dilma.

Isto prova que os votos que seriam dados ao deputado federal Ciro Gomes não migrariam para a candidatura da petista.

Outro detalhe que deve ser levado em consideração é que o governador paulista não diz que é candidato e muito menos faz campanha.

Enquanto isso, a ministra Dilma Rousseff anda à tiracolo com o presidente Lula, que faz campanha de manhã, de tarde, de noite, e de madrugada.

Sarney na presidência

Caso a linha sucessória presidencial permita ao presidente do Senado Federal assumir o cargo de presidente da República na ausência do titular e da impossibilidade do vice-presidente ou do presidente da Câmara Federal, José Sarney pode preparar o terno da posse.

Ocorre que o presidente Lula já decidiu que se afastará do cargo por um período de 30 dias para entrar de corpo e alma na campanha da sua candidata Dilma Rousseff.

Assim sendo, o vice José Alencar e nem o deputado federal Michel Temer não poderão ocupar o cargo de presidente. Alencar é candidato a senador por Minas Geraes e Temer será o vice de Dilma ou candidato à reeleição.

Sarney, portanto, que não disputará nenhum mandato eletivo porque será senador até dezembro de 2014, estará apto e guloso para comandar mais uma vez o Brasil. Ainda que por pouco tempo.

PT do Maranhão forçado a apoiar Roseana

Não tem jeito. O PT do Maranhão vai mesmo de Roseana Sarney. Fui informado por um  petista da cúpula nacional que o partido baixará resolução exigindo que seja formalizada aliança nos estados com o PMDB. Exceto nos estados em que o PT tenha candidato próprio,  com chances de vitória, como na Bahia e Pará.

Embora a maioria dos petistas maranhenses seja favorável a uma aliança com o PCdoB de Flávio Dino, Roseana Sarney herdará os 10 minutos do partido para aumentar seu espaço no horário eleitoral.

Sem tempo na tevê, fica difícil para Flávio Dino mostrar em 3 minutos (juntando com o tempo do PSB) suas propostas.

Como alternativa contra o atraso,  se Dino empolgar o eleitorado e tiver palanques em todos os municípios,  o horário eleitoral não terá tanta relevância, embora seja de fundamental importância.

Evitar que o espaço de PT seja dado a Flávio Dino é tudo o que deseja a governadora Roseana Sarney. Levar a militância petista e os movimentos sociais ligados ao PT para seu lado, é mais diícil do que encontrar algulha em um palheiro. Ou fazer boi voar.

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jul

29

13:42

A decisão do PSDB de entrar com três representações no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (AP), levou o PMDB a declarar guerra aos tucanos.

Líder peemedebista no Senado, Renan Calheiros (AL) informou ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), que o PMDB decidiu responder na “mesma moeda” e também irá entrar com representações contra senadores tucanos.

Renan e Guerra trocaram telefonemas nos últimos dias. O líder do PMDB considerou que a questão virou partidária e que o caminho é adotar a mesma estratégia. Renan disse ao tucano que vai ao Conselho de Ética contra o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), considerado pelos peemedebistas como “réu confesso” por admitir ter recebido empréstimo do ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia e contratado um funcionário-fantasma.

“O PSDB acaba de arranjar um jeito de se livrar do Arthur porque ele vai ser processado no conselho. As acusações são mais graves do que as que existem contra Sarney. O PMDB não é partido de frouxo”, disse Wellington Salgado (PMDB-MG), senador da tropa de choque de Renan Calheiros.

O comentário no PMDB era que estava “oficializada a guerra política com os tucanos”. Segundo peemedebistas, a cúpula do PSDB foi avisada de que, numa guerra, não há “corpos apenas de um lado, mas dos dois”, uma referência indireta de que, se Sarney perder o mandato, senadores tucanos também terão o mesmo destino.

Renan e Guerra concordaram que a situação é “muito grave”. O tucano disse a Renan que não vê condições de Sarney continuar à frente da presidência, pois já não tem condições de controlar a crise e as acusações contra ele e a família.

Esse foi também o tom que senadores usaram em telefonemas para o próprio Sarney, que consideraram “muito cansado”. Na cúpula do PMDB, contudo, a ordem é resistir. Sarney afirmou aos peemedebistas que não planeja renunciar.

O PMDB cogita entrar com representação contra outros tucanos, como Tasso Jereissati (CE), que usou verba de passagens aéreas para fazer manutenção de avião particular.

Apesar da ameaça peemedebista, o PSDB -sigla que foi fundada por dissidentes do PMDB nos anos 80- entrou ontem com três representações no Conselho de Ética contra Sarney por quebra de decoro que podem resultar na cassação do mandato dele.

A primeira trata do uso irregular de recursos da Petrobras na Fundação Sarney, e a segunda, dos atos secretos. A terceira é sobre o fato de um neto de Sarney ter atuado no mercado de crédito consignado da Casa.

As representações foram apresentadas quase um mês após denúncias feitas formalmente por Arthur Virgílio.

A diferença entre denúncia e representação é que a segunda, se aceita pelo relator, já dá abertura imediata a um processo por quebra de decoro parlamentar contra o congressista.

Apesar das críticas feitas por Virgílio, o PSDB hesitou em processar Sarney porque não havia consenso na bancada. Além disso, temia-se contra-ataque contra o líder tucano.

Virgílio disse ontem que começou a devolver o dinheiro que um funcionário seu recebeu do Senado enquanto estudava no exterior, um total de R$ 210 mil que serão pagos em quatro prestações.

No Conselho de Ética, o PMDB é o partido com mais integrantes: quatro. Para fazer maioria, depende de integrantes da base aliada, que têm seis membros. Juntos, os governistas detêm dez cadeiras. O conselho tem 15 integrantes. Para aprovar um relatório recomendando a perda do mandato, é preciso metade dos votos mais um. O pedido de cassação segue para ser votado em plenário.

Com informações da Folha online

Representação gráfico do apoio a Sarney

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jan

21

0:04

José Cruz/ABr

José Sarney e Tião VianaA entrada de José Sarney (PMDB-AP) na briga pela presidência do Senado e a decisão de Tião Viana (PT-AC) de manter sua candidatura criou uma situação inusitada.

A queda-de-braço entre os representantes dos dois maiores partidos do consórcio governista será definida pela oposição. O PSDB tornou-se fiel da balança.

Sarney era avesso à disputa. Queria que seu nome fosse ao plenário como candidato único. Mudou de idéia.

O que o animou a rever a posição foi a perspectiva de reunir em torno de si os votos de três legendas: o seu PMDB e os oposicionistas DEM e PSDB.

Para eleger-se presidente do Senado, um candidato precisa de pelo menos 41 votos dos 81 senadores.

O PMDB dispõe de 20 “eleitores”. Tucanos e ‘demos’, com 13 senadores cada um, somam 26. Com esses 46 votos, Sarney estaria eleito.

O problema é que, na fase em que Sarney manteve sua candidatura no armário, Tião Viana avançou sobre o eleitorado do rival.

O candidato petista obteve a promessa de voto de quatro peemedebistas: Jarbas Vasconcelos (PE), Gerson Camata (ES), Pedro Simon (RS) e Paulo Duque (RJ).

Tião seduziu também pelo menos cinco senadores demos: Jayme Campos (MT), ACM Jr. (BA), Kátia Abreu (TO), Marco Maciel (PE) e Eliseu Resende (MG).

Se Tião não for traído, o cesto de votos de Sarney minguaria de 46 para 37 votos. Com mais três votos que espera beliscar no PTB -Gim Argelo (DF), Romeu Tuma (SP) e Epitácio Cafeiteira (MA)- Sarney amealharia 40. Precisaria de mais um voto.

A pergunta é: o PSDB dará seus 13 votos a Sarney? A bancada tucana está dividida. Dos treze senadores do partido, seis pendem para Tião.

São eles: Tasso Jereissati (CE), Mário Couto (PA), Marisa Serrano (MS), Flexa Ribeiro (PA), Eduardo Azeredo (MG) e Lúcia Vânia (GO).

A despeito da divisão, o PSDB deliberou que terá posição unitária. Algo que, se for levado a ferro e fogo, fará com que todos os seus 13 senadores tucanos votem unidos.

Se a opção for por Sarney, Tião Viana estará em apuros. Se, no entanto, o tucanato optar pelo petista, Sarney vai ao plenário em posição menos confortável do que gostaria.

Na noite desta segunda (19), Sarney encontrou-se com Lula. Disse ao presidente que reconsiderou a idéia de não ser candidato.

Foi uma conversa sem testemunhas. Os dois desceram o elevador do Planalto juntos. Lula foi para o Alvorada sem conversar com nenhum assessor.

Não se sabe ao certo, portanto, o que Lula disse a Sarney. Mais cedo, Tião Viana também fora ao Planalto. Reunira-se com Gilberto Carvalho, o chefe de gabinete de Lula.

Carvalho dissera a Tião que Lula informaria a Sarney que preferia distanciar-se da disputa a ter de pedir ao petista que retirasse a candidatura dele.

Sarney teve pelo menos um encontro privado depois da conversa com Lula. Seu interlocutor revelaria mais tarde que o senador pareceu-lhe contrafeito.

O diálogo com Lula deve ter sido mais acerbo do que Sarney poderia supor. O senador disse que tiraria os próximos dias para ruminar a conjuntura.

Seja como for, Sarney deu nesta segunda (19) passos que podem ter convertido sua candidatura numa trilha sem volta.

Antes da reunião com Lula, conversara com Garibaldi Alves (PMDB-RN), por ora o único candidato oficial do PMDB à cadeira de presidente do Senado.

Garibaldi perguntara a Sarney se era verdade que ele decidira mesmo ser candidato. Sarney brindou o interlocutor com um lero-lero que indicava que, sim, era verdade.

Depois, Sarney telefonou para o tucano Tasso Jereissati, que se encontra na Europa. Disse-lhe que deveria, de fato, lançar-se na disputa.

Tasso repassou a informação à cúpula do PSDB. A bola está agora com o tucanato. O líder tucano Arthur Virgílio também está no exterior. Volta ao país nesta sexta (23).

A ausência de Virgílio empurra a decisão do PSDB para a semana que vem. Até lá, é provável que Sarney simule indecisão.

Nesta terça (20), Lula reúne-se no Planalto com o vice José Alencar e com os ministros que integram a coordenação de governo.

Nesse encontro, o presidente deve fazer um relato da conversa que teve com Sarney na noite da véspera. Logo, logo os detalhes da reunião devem ganhar o noticiário.

PS.: Atualização feita às 14h30 desta segunda (20): O senador Marco Maciel (DEM-PE) manda dizer que é “homem de partido”. Diz que votará no candidato que o DEM escolher.

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fev

16

16:07

Habituado a assistir José Sarney exercer forte influência em vários governos, com os quais conviveu e apoiava, durante 35 anos, o ex-governador José Reinaldo Tavares decidiu, nas últimas semanas, adotar a mesma prática do seu ex-chefe político.

Quer controlar os passos do Governo Jackson Lago, quer indicar o nome do candidato a prefeito de São Luís, o próximo presidente da Assembléia Legislativa, deseja ser eleito senador em 2010 e, de olho no futuro, voltar a governar o Maranhão. O projeto já foi lançado.

Zé Reinaldo que mandar no Governo Jackson Lago II

O projeto do ex-governador foi esboçado em outubro e colocado em prática logo no início de fevereiro. E conta com simpatia e apoio de figuras importantes da política maranhense, que vão de deputados federais, mais de 12 deputados estaduais, oito prefeitos das maiores cidades maranhenses, de quatro desembargadores e cinco secretários de pastas importantes.

Ou seja: o projeto envolve todos os poderes e gente de comando nas decisões política e administrativa do Estado.

Zé Reinaldo quer mandar no Governo Jackson Lago III

Bem ao estilo José Sarney, o ex-governador deixou o cargo, mas procurou manter seu perfume na estrutura do novo governo. A ex-esposa, Alexandra Tavares virou secretária e Lourenço Vieira da Silva permaneceu na Educação, Sem falar no segundo escalão que tem a cara Reinaldista.

Zé Reinaldo quer mandar no Governo Jackson Lago IV

O ex-governador, com a experiência que adquiriu no Sarneismo, ajudou de forma decisiva na campanha eleitoral da maioria dos deputados federais, estaduais e foi peça fundamental na campanha vitoriosa do governador Jackson Lago.

Era esperado que em seguida a cobrança. E, pelo o que se tem observado, a fatura é alta.

Zé Reinaldo quer mandar no Governo Jackson Lago V

Quando revolveu sair da toca, Zé Reinaldo mandou colocar seu nome à apreciação do grupo para ser o próximo prefeito da capital. Argumentou que era preciso manter a Frente de Libertação em São Luís, sem o menor sentido.

O prefeito Tadeu Palácio reagiu. Libertar São Luís de que atraso? Ainda assim, o ex-governador insistiu em seu nome. Tadeu voltou a reagir. Zé Reinaldo, nem pensar. Basta recordar que quando governador jamais fez sequer um convênio para a execução de obras na capital.

Zé Reinaldo quer mandar no Governo de Jackson Lago VI

Agora, o ex-governador entrou de corpo e alma para eleger o sobrinho, deputado Marcelo Tavares para a presidência da Assembléia Legislativa. Com tantos aliados eleitos por ele, precisa ser exatamente um sobrinho?
Zé Reinaldo procurou o atual presidente da AL, João Evangelista para emplacar o nome de Marcelo Tavares e encontrou apoio. E escalou Evangelista para convencer o governador Jackson Lago a comprar a idéia. Não deu tempo: o presidente da AL teve que fazer cirurgia para retirada de tumor no cérebro.

Zé Reinaldo que mandar no Governo de Jackson Lago VII

Habituado ao velho estilo Sarney, o ex-governador usou da mesma prática para queimar o concorrente do sobrinho Marcelo Tavares. Usou um veículo de comunicação para desgastar a candidatura de Edivaldo Holanda, líder do Governo na AL.

E mais: da mesma forma que Sarney, escreveu artigo para repreender o secretário-chefe da Casa Civil, Aderson Lago, patrono da candidatura de Holanda, e aconselhar o governador a vetar a pretensão do líder do governo.

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fev

12

20:02

Quando os deputados, na residência de Ricardo Murad, fechavam a decisão para apoiar a emenda Chico Gomes, eis que aparece o senador José Sarney. Nenhuma surpresa.

A visita do senador era aguardada. Em meio à discussão um deputado do DEM colocou o nome de Edivaldo Holanda à apreciação do grupo. A maioria, segundo a coluna foi informada, acatou a sugestão.

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fev

01

11:16

O blogue noticiou em primeira mão o ingresso do senador Lobão Filho ao PTB. E estava certa. Ocorre que o senador José Sarney aos poucos vem convencendo o ministro Lobão e o filho senador da necessidade de assinar a ficha do PMDB.

Edinho no PMDB II

Por isso, o novo senador pelo Maranhão declarou que tinha dívida de gratidão com o PMDB que acolheu seu pai na legenda sem nenhum barulho. Porém, alguns setores do PMDB começam a esboçar reação com o possível ingresso Lobão Filho no PMDB. A primeira voz a se levantar foi do senador Pedro Simon. E vem mais gente.

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jan

29

20:21

O blogue do jornalista Luis Cardoso foi quem divulgou primeiro o convite feito pelo senador Epitácio Cafeteira ao empresário Edinho Lobão para que se filie ao PTB, conforme informou ontem o blogue do jornalista Marcos Deça.

Ontem, no período da noite, a assessoria do suplente informava que havia inclinação de Edinho pelo Partido Trabalhista Brasileiro, apesar do assédio do PMDB e outros partidos.

Recuo de Sarney I

Em política, o senador José Sarney nunca deu murro em ponta de faca. Em 2006, mesmo quando a filha senadora Roseana ostentava números animadores em todas as pesquisas de intenção de votos para ganhar a eleição no primeiro turno, sempre ficava com um pé atrás.

Depois de conversar com prefeitos e outras lideranças políticas, achava que era mais fácil ganhar com Edison Lobão. Foi carta vencida.

Recuo de Sarney II

Depois de enfrentar a ministra Dilma Rousseff na disputa pela indicação no Ministério de Minas e Energia, emplacou Edison Lobão e saiu de cena. Dias depois, Sarney foi mais além e tentou colocar o técnico Evandro Coura na presidência da Eletrobrás. A batalha foi dura e Sarney foi vencido.

Recuo de Sarney III

Ao sentir que não teria mais forças no combate com a poderosa ministra da Casa Civil, o senador usou aquela velha tática: quando não se pode ganhar do inimigo é melhor aliar-se a ele. E foi o que aconteceu.

Recuo de Sarney IV

Depois de conversar com Dilma Rousseff, por telefone, Sarney aceitou receber em sua casa, no Calhau, a visita do técnico petista Flávio Decatt, preferido da ministra.

A conversa durou pouco, tempo suficiente para convencer o ex-presidente da República.

Volta por cima

Para não ficar no completo prejuízo, o senador José Sarney conseguiu convencer a ministra da indicação do engenheiro Astrogildo Quental para a diretoria financeira da Eletrobrás. Quental era ex-diretor financeiro da Eletronorte e foi secretário de Obras no Maranhão nos Governo Lobão e Roseana.

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jan

29

9:15

O senador José Sarney encontra-se em São Luís desde o início de janeiro. Tem evitado a imprensa assim como o diabo corre da cruz.

Em sua residência, no Calhau, acompanha tudo por telefonema de aliados e por assessores mais próximos do presidente Lula.

Sarney só retorna a Brasília após o recesso palamentar, período em que espera que os cargos do setor elétrico estejam definidos e a situação do futuro senador Edinho Lobão não seja mais problema.

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jan

23

20:04

Uma boa notícia para os maranhenses que residem em Brasília: o Jornal A Tarde vai circular, a partir do dia 12 de fevereiro na capital federal. Estaremos nas principais bancas das cidades satélites, principalmente em Taguatinga, no Plano Piloto, nas Esplanada dos Ministérios, Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal, Tribunal Superior de Justiça e no Congresso Nacional.

Antes, porém, estaremos marcando presença, a partir de domingo, nas cidades de Teresina e Timon. É a meta de expansão do Jornal A Tarde, comandado pelo jornalista Luis Cardoso.

Sarney e o MME I

O senador José Sarney tem a força e muita energia. Controlava desde o seu próprio governo parte do setor energético do país. No governo seguinte de Fernando Collor muitos técnicos por ele apadrinhados ficaram no Ministério de Minas e Energia ou nas mais diversas estatais do setor.

Sarney e o MME II

No governo de Fernando Henrique Cardoso não foi diferente. Técnicos como Astrogildo Quental e Silas Rondeau continuam exercendo postos chaves de empresas estatais ligadas ao Ministério de Minas e Energia. Com Lula a situação ficou mais confortável.

Sarney e o MME III

O engenheiro Silas Rondeua, antes de ser ministro do MME, ocupava a direção da Eletronorte, vindo depois a mandar na Eletrobrás. Astrogildo Quental, outro engenheiro do setor, ambos ligados ao senador Sarney, dirige a diretoria administrativa e financeira da Eletronorte, estatal de peso.

Sarney e o MME IV

Agora, José Sarney mais energizado ainda, indicou o ministro do MME, Edison Lobão, vencendo a batalha contra a poderosa ministra da Casa Civil, Dilma Rousseft e os não menos poderosos e maquiavélicos técnicos dos PT.

Sarney e o MME VI

E mais: o senador Sarney acaba de apontar, em comum acordo com o presidente do Senado Federal, Garibaldi Alves, o nome do técnico Evandro Coura para presidir a Eletrobrás, com o que já concordou o ministro Lobão e a cúpula do PMDB nacional. Foi uma resposta ao que foi descoberto meses depois da queda do ministro Silas Rondeua, do Ministério das Minas e Energia.

A queda de Silas I

Em conversa com dois destacados senadores do PMDB, um deputado federal pernambucano da mesma sigla, conclui-se que houve trama para derrubar Silas Rondeau. Patrocinado e arquitetado por altos técnicos do PT, encrustados e energizados no MME, o golpe funcionou.

A queda de Silas II

“Imagina você se o ministro Silas Rondeau iria pegar propina de R$ 100 mil operando com um orçamento de R$ 70 milhões”, imagina um senador de alto coturno do PMDB, em conversa comigo e com o jornalista Djalma Rodrigues.

Ele tem absoluta certeza que tudo não passou de armação para tirar Silas do cargo e permitir a ascensão de um petista para que o partido continuasse mandando e desmandando no MME.

A queda de Silas III

Com Lobão no MME, Evandro Coura na Eletrobrás e um técnico paulista do PMDB que será indicado para a Eletronorte e o preenchimento de cargos importantes nas outras estatais, aos poucos o PMDB vai ocupando o Ministério de Minas e Energia como um todo.

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jan

12

16:23

A imprensa do Sul do país se contorce toda, se mexe e remexe todas as vezes que um nordestino alça vôo mais alto na política, quando um “cabeça chata”, ou “paraíba” ocupa lugar de destaque no cenário nacional.

Foi assim quando José Sarney assumiu a Presidência da República.

Não foi diferente quando Collor colocou a faixa presidencial no peito. Tem sido igual desde que um operário pernambucano passou a ser presidente da República.

Discriminação II

Quando a ministra Dilma Roussef assumiu a Casa Civil e indicou como seu substituto de Minas e Energia o maranhense Silas Rondeau, a imprensa sulista “caiu de pau”.

No início chegaram a duvidar da capacidade técnica do maranhense só porque ele teria tido o aval do também maranhense José Sarney. Tempos depois a própria Dilma Roussef não abria mão de Rondeau e elogiava em todo país o seu trabalho.

Discriminação III

Agora, após ser confirmado como novo futuro ministro de Minas e Energia, a mesma grande imprensa passou a atacar o senador Edison Lobão.

Alegam que Lobão não é técnico, não entende do traçado e chegam até duvidar da energia do senador para comandar o ministério.

Discriminação IV

A imprensa do Sul, em dois governos, atribuiu melhor desempenho para dois grandes ministros: José Serra, da Saúde (governo FHC) e Antônio Palocci, da Fazenda (governo Lula). Ambos, paulistas.

Serra é economista e Palocci é médico. Nem precisa dizer que embora não fossem da área de seus ministérios mostraram resultados positivos.

Discriminação V

Por último, a imprensa do Sul já antecipou que haverá apagão e já antecipou o culpado: o senador Edison Lobão, que sequer sentou na cadeira de ministro.

Discriminação VI

Que a grande imprensa discrimine o Nordeste e os nordestinos não é nenhuma novidade. Porém, parte da imprensa maranhense fazer o mesmo jogo por obediência, subserviência ou mostrar trabalho para agradar a interesses políticos, aí a coisa é diferente.

Nos últimos dias parte da imprensa maranhense passou a colaborar com a imprensa sulista, não ingenuamente, investigando qualquer coisa que possa impedir que o senador Lobão seja nomeado ministro de Minas e Energia. A mesma parte da imprensa que apontava Lobão como o melhor governador do Maranhão nos últimos anos.

Discriminação VII

Até parece que, na ótica da parte da imprensa do Maranhão, Edison Lobão é inimigo do país e notadamente do Maranhão. Grande equivoco, enorme falta de visão e, sobretudo, não querer que o Estado cresça.

Com Silas Rondeau, que é apenas técnico, o Maranhão conseguiu ter luz elétrica em quase 80% do seu território. Com Lobão, que é político, com certeza todos os lares do Maranhão estarão iluminados, os povoados mais longínquos terão luz, exceto na cabeça dos que acham que Lobão pode representar ameaça aos seus ganhos atuais.

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jan

10

9:54

Ainda que tenha sido presidente da República, o senador José Sarney não pode ter informações privilegiadas dentro dos organismos do governo federal, principalmente dos ligados ao setor de investigações.

O senador, pelo visto, foi informado por alguém de dentro do Ministério da Justiça ou até da própria Polícia Federal sobre o grampo nos telefones do filho Fernando Sarney.

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jan

07

20:09

O dirigente da Emap, João Castelo, anda sorrindo com as paredes. E tem fortes motivos. Boa parte da família do governador Jackson Lago, a partir do irmão Antônio Carlos Lago, que é diretor-financeiro da Emap, fechou com sua candidatura a Prefeitura de São Luís.

Além disso, a cúpula local do PSDB quer tê-lo como candidato do partido para ganhar a eleição, e barrar futuras pretensões do prefeito Tadeu Palácio.

Vice de Castelo

O grupo tucano que trabalha com o nome de João Castelo para suceder Tadeu Palácio começa a fazer a lista de prováveis vices. Um comerá a ser sondado: vereador Edivaldo Holanda Júnior (PSC).

Seria uma chapa composta por um político maduro, experiente e líder disparado em todas as pesquisas de intenções de votos na capital. O segundo, o vice, a ser escolhido Holanda Júnior, um político jovem, inteligente e de atuação forte na Câmara Municipal de São Luís.

Substituição na Emap

Ao contrário do que muitos imaginam se João Castelo sair candidato a prefeito de São Luís, não será substituído pelo companheiro Antônio Carlos Lago, que continuará no mesmo posto na financeira.

Está sendo costurado um acordo com o governador Jackson Lago para que seja indicado para o cargo o diretor de operações da Emap, o engenheiro João Rodolfo Gonçalves, primo de Castelo.

Fotografo

Gervásio Baptista, um dos melhores repórteres fotográficos na década de 60, que era do quadro da revista Manchete foi o entrevistado de ontem do programa Comitê de Imprensa, da TV Câmara.

Fotografo oficial do Palácio do Planalto, durante o mandato de José Sarney, Baptista contou fatos pitorescos, todos envolvendo ex-presidentes da República e sua máquina fotográfica, de Costa e Silva até Fernando Henrique Cardoso.

Elogios!

O Jornal A Tarde recebeu, nas últimas horas mais de 50 e-mails de apoio e elogios pelos tópicos publicados nesta coluna sobre o fato de que enquanto empresários morrem, mulheres e homens são assaltados, o banditismo impera nesta terra sem lei, a Secretaria de Segurança Pública faz festa em chácara de dono de jornal.

Correto

Acertada a medida do prefeito Tadeu Palácio ao escolher o ex-vereador Júlio França para dirigir a Secretaria de Agricultura e Pesca de São Luís.

Além de técnico competente, França é profundo conhecedor da questão e tem merecido elogios pelo trabalho que desenvolveu no Instituto de Produção da capital.

Consolidado

Ainda faltando completar sete meses de circulação, o Jornal A Tarde é hoje o matutino que mais cresceu. Passou a ocupar a quarta maior tiragem, a quarta maior venda em bancas e começou desde ontem a ser vendido por diversos jornaleiros da cidade. Some-se a isso a expansão do A Tarde em quase 30 cidades.

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dez

08

18:47

Geralmente no Maranhão costuma-se atribuir ao senador José Sarney tudo o que não presta ou quando não a sociedade em empresas rentáveis localizadas em nosso território.

Mas essa que a coluna vai contar agora é verdadeira. Foi o senador José Sarney que encubiu um deputado estadual, ex-funcionário federal e com vasta penetração no Ministério da Justiça e na Polícia Federal para barrar uma operação que iria levar para a cadeia, pelo menos, 8 deputados, 12 ex-deputados, três ex-prefeitos e um ex-diretor de administração da Assembléia Legislativa do Maranhão.

O dedo de Sarney II

O senador, segundo fonte segura de Brasília, havia telefonado ao então ministro da Justiça, Márcio Tomás Bastos, para que a Polícia federal investigasse com mais profundamente as denúncias de fraudes na folha da Assembléia Legislativa. Sarney, na verdade, tinha dois objetivos: ganhar tempo para retardar a operação que seria chamada de “Anta”, animal que vive comendo folha, prestes e ser deflagrada no Maranhão e, ao mesmo tempo, ganhar o apoio dos deputados envolvidos para a eleição da sua filha, Roseana Sarney ao Governo do Estado.

O dedo de Sarney III

Então, foi escalado um ex-presidente da AL para intermediar a questão junto ao superintende nacional da PF e saber com a turma da investigação em que grau estavam envolvidos os deputados, parentes de deputados e ex-prefeitos, além de um presidente de poder com a operação “Anta”. O parlamentar cumpriu a missão e a operação foi retardada.

O dedo de Sarney IV

O senador, realmente, conseguiu retardar a operação, até porque poderia comprometer a eleição, que dava como certa a vitória de Roseana. Porém, Sarney não logrou êxito quando pensou atrair para a campanha de sua filha ex-aliados envolvidos no esquema como Rubens Pereira, Camilo Figueiredo, Soliney Silva, Humberto Coutinho, Paulo Neto, Rigo Teles, Stênio Resende e Antônio Bacelar, (estes últimos dois fizeram campanha discreta para Roseana). O restante dos envolvidos já estava engajado na campanha, como Hélio Soares, Joaquim Haickel, Manoel Ribeiro, Jura Filho, Maura Jorge.

Dos envolvidos

Da legislatura passada, segundo fonte segura, apenas os deputados Tatá Milhomem e Helena Heluy não seriam pegos pela operação “Anta”. Boa parte já prestou depoimento, dentre eles cinco dos atuais deputados e duas as genitoras de deputados. A PF acha que o principal suspeito pela fraude na folha de pagamento é o ex-diretor de pessoal da Assembléia Legislativa, Batista.

Dos escândalos I

A descoberta inicial foi quando uma ex-empregada de uma deputada tentou se aposentar pelo INSS e descobriu que era ISO da AL, cargo com salário de R$ 5 mil, sem nunca ter pisado os pés no prédio da AL. Além desse caso, a PF também detectou que dois deputados tinham parentes falecidos, sendo que ambos, só os ossos, tiraram empréstimos na agência do Banco do Brasil no valor de R$ 85 mil e R$ 45 mil, respectivamente.

Dos escândalos II

A fraude consistia basicamente da nomeação de laranjas e cabos eleitorais que eram enganados pelos deputados para receber abono uma só vez da Assembléia, que, falsamente, o parlamentar tinha direito. De posse dos documentos dos incautos e da assinatura correspondente a nomeação do cargo, os deputados faziam as nomeações que eram entregue ao Batista. Este, – comentam – que sabia da fraude e aproveitava para fazer enxertos.

Operação “Taturana”

Como publicado na edição do dia 7 deste, depois de confirmar a informação com uma fonte da própria Polícia Federal, a operação “Taturana”, que investiga a fraude na restituição do Imposto de Renda de cinco estados nordestinos, chegará também ao Maranhão. “Não há previsão de tempo, mas é certeza desembarcamos no seu Maranhão”, garantiu a fonte. Ela garantiu que a fraude na IR da Assembléia Legislativa maranhense é de R$ 10 milhões.

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dez

03

21:34

Não convidem para o mesmo almoço o ex-governador José Reinaldo Tavares e o suplente de senador Mauro Fecury. A comida pode estragar.

Há mais de quatro meses os dois não freqüentam os mesmos lugares, nem Em Brasília, e nem se falam.

Ex-amigos II

No último encontro, José Reinaldo Tavares foi até o Uniceuma, no Renascença e entregou pessoalmente ao ex-colega Mauro Fecury as chaves do luxuoso apartamento do Edifício Cidade do Porto, no Calhau.

Tavares residiu por um ano no imóvel que foi emprestado pelo ex-amigo. O ex-governador chegou a gastar perto de R$ 100 mil numa reforma (e não R$ 800 mil espalharam).

Ex-amigos III

José Reinaldo Tavares tem dito ao pequeno grupo de amigos que ainda sobrou, após deixar o cargo de governador, que sente saudades dos jogos de basquete e vôlei que costuma participar na casa de Mauro Fecury, no Araçagi, e da caminhas ao lado do ex-amigo na mesma praia, quando aproveitavam para colocar em dia os assuntos preferidos.

Tavares, agora, pratica esporte com outro grupo na piscina do hotel Pestana, nos fins de semana, no Calhau. Ele não pode mais jogar nas quadras em razão de problemas com a cartilagem do joelho esquerdo.

Equivoco

A partir das 18h, horário de pico, o trânsito ficou conturbado na ponta do José Sarney, no sentido de quem vai do centro para o São Francisco.

É que os guardas permitem o fluxo de veículos em duas pistas com acesso do São Francisco ao centro. Aí vira uma loucura. Os guardas da Semtur não se aperceberam que o fluxo maior de veículos, naquele horário é no sentido centro/São Francisco, tanto que as duas pistas ficam a todo instante vazias.

Emenda da reeleição

O líder do Governo na Assembléia Legislativa, deputado Edivaldo Holanda, engrossa o coro dos que votarão contrário a emenda que permite a reeleição dos atuais membros da Mesa Diretora da AL para cargos diferentes.

Mas o deputado acredita que o Governo do Estado não venha interferir no assunto interno da Casa. “Então a proposta será aprovada”, diz confiante o autor da proposta, deputado Chico Gomes.

Canindé incomoda I

A performance do secretário da Semtur, Canindé Barros, pré-candidato à sucessão do prefeito Tadeu Palácio, começa a incomodar seus adversários, inclusive dentro da própria administração municipal.

Canindé incomoda II

Nas últimas semanas, os veículos de comunicação do Sistema Mirante passaram a criticar duramente o trânsito da capital, de responsabilidade da Semtur.

Agora, foi a vez dos deputados ligados ao grupo Sarney e até alguns da ala governista atacar o trânsito. O empresário Fernando Sarney aposta as fichas na indicação de um amigo seu de dentro do grupo de Tadeu Palácio e a tem uma banda jackista que aposta na escolha de Zé Reinaldo Tavares. Pronto. Tá tudo dominado!

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dez

03

13:13

O senador Epitácio Cafeteira tinha ameaçado levar o seu PTB a romper com o Governo Federal por falta de espaço na administração Lula.

Sabedor da confusão no Incra do Maranhão (por conta da disputa interna no PT), o senador José Sarney sugeriu ao amigo senador Epitácio Cafeteira que cobrasse da Chefe da Casa Civil, Dilma Roussefet, a indicação para o Incra local. Foi o que revelou ontem a coluna um deputado federal do PMDB maranhense.

Sarney avalizou II

O senador Epitácio Cafeteira deu o primeiro passo. Conversou com o colega senador Aluízio Mercadante e em menos de 48h obteve o sinal verde. Então, confirmou com o senador José Sarney, que ligou para a ministra Dilma avalizando o pedido. A ministra, então, quis saber quem seria indicado.

Benedito III

O líder do PTB no Senado Federal, Epitácio Cafeteira, enviou o curriculum para a Casa Civil do Planalto. Dilma aprovou por quatro fortes motivos: Benedito Terceiro é do ramo, já foi secretário de Agricultura, é funcionário aposentado do Incra e levou em consideração o pedido de um líder de bancada aliada.

Surpresa

Só então o senador Epitácio Cafeteira ligou para o amigo de longos anos, Benedito Terceiro, para avisar que comprasse um novo terno para a posse.

Quem forneceu o curriculum para Cafeteira foi a esposa de Terceiro.

Sarney sabia

Não causou nenhuma surpresa ao senador José Sarney a informação de que o ex-ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, será indiciado pelo Ministério Público. Tanto que o velho cacique, há um mês, mandou o colega senador Edison Lobão entrar no PMDB. E hoje Lobão é o mais cotado para assumir a vaga de ministro das Minas e Energia.

Confirmado

O desembargador Raimundo Cutrim será eleito pela ampla maioria de votos ao cargo de presidente do Tribunal de Justiça. Ele deve ter cerca de 90% dos votos. A coluna soube que a desembargadora Madalena Serejo não entrará na disputa.

Novo senador

O empresário Edinho Lobão pode ir preparando o terno da posse. O pai, o senador Edison Lobão, deve ser indicado para o caro de ministro das Minas e Energia. Assume a vaga de senador o filho, que é o primeiro suplente.

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nov

30

20:06

O PSB, partido do ex-governador José Reinaldo Tavares, permanece na muda quando o assunto é a sucessão municipal de São Luís. Tavares, então, nada diz, pouco fala e tem evitado a imprensa para comentar a questão.

Político experiente, sabe o que faz. O ex-governador entende que a exposição na mídia, neste momento, pode despertar seus mais ferrenhos adversários, aquartelados no grupo Sarney. E tudo será possível.

Inelegível I

O grupo Sarney permanece armado até os dentes esperando que o ex-governador José Reinaldo Tavares meta a cabeça de fora e jogue seu nome para animar o bloco da sucessão municipal de São Luís.

A turma sarneysta tem um verdadeiro arsenal contra Tavares, que vai desde a execução de obras fantasmas, realização de convênios absurdos e não executados até a “Operação Navalha”.

Inelegível II

A arma mais poderosa, que acreditam ser letal, dorme em uma das gavetas do Tribunal de Contas da União. Trata-se de auditoria realizada pelo TCU por contas de obras não executadas e superfaturadas na administração de José Reinaldo Tavares.

Ocorre que o resultado da auditoria não foi julgado até agora, mas é conhecida a influência que o senador José Sarney tem no TCU, até porque quando exerceu o cargo de presidente da República muitas vagas foram abertas e preenchidas no Tribunal.

Inelegível III

Amigos e aliados mais próximos da senadora Roseana Sarney esperam que o julgamento da auditoria seja feito até o mês de março, data em que os partidos e coligações começam a definir seus candidatos. Se o TCU reprovar aos atos do ex-governador, aí o projeto do PSDB, PSB, PPS e PT irá para o espaço.

Inelegível IV

O grupo da senadora Roseana aposta todas as fichas que o TCU torne José Reinaldo Tavares inelegível para a eleição de 2008 e se estendendo até 1010, impedindo que o ex-governador dispute vaga de senador.

Tudo em casa

A Mazam, empresa gaúcha ligada ao filho de Telmo, também gaúcho, assessor diretor da secretária Eurídice Vidigal, vai fornecer alimentação para os presos do sistema carcerário de São Luís, em detrimento de dezenas de empresas estabelecidas na capital.

Homem de sorte

O ex-deputado Inácio Pires, que após o mandato foi preso e permaneceu temporada no xilindró, é dono da Comatec, empresa que está fazendo as reformas nas delegacias policiais da capital. Ele, também, é assessor de Eurídice Vidigal.

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nov

27

23:08

Primeira foi a Câmara Municipal que se insurgiu contra os números estranhos da Escutec, que colocam aquele poder como a instituição pior avaliada pela população da capital.

Ontem, foi a vez dos deputados criticarem os resultados que apontam o “desprestígio” do Governo do Estado junto a população de São Luís.

Reação II

De nenhum dos poderes, entretanto, alguém questionou os resultados da Escutec que deram Roseana Sarney como vitoriosa no primeiro e segundo turno da eleição.

E mais: nenhum membro da Câmara Municipal ou da Assembléia Legislativa se atentou aos números do instituto de pesquisa que colocam as polícias militar e civil como bem melhor avaliados do que o Ministério Público. Essa foi demais!

Revelações

A jornalista Mônica Veloso, que destronou o presidente do Senado Federal, revela no seu livro “O Poder que Seduz” intimidades dela com Renan Calheiros. Até aí tudo bem. Eles se merecem. Porém, conta detalhes que beiram ao absurdo, como o desejo de Calheiros de brincar com ela no carnaval da Bahia, atrás dos trios elétricos.

O presidente licenciado do Senado, aqui não vai nenhuma defesa, sempre fugia das multidões nas suas puladas de cerca.

Reação da esposa de Renan

Em entrevista publicada na Revista Nordeste, de Recife, a esposa do senador Renan Calheiros revela que passou maus momentos com as perturbações impostas por Mônica Veloso.

Conta que nas madrugas a jornalista ligava para sua residência dizendo que o senador estava dormindo e roncando em seu colo. Renan, na verdade, estava na casa da esposa.

Sarney e Mônica

O senador José Sarney, também muito discreto, nunca foi um homem da noite. Mas no livro “O Poder Que Seduz”, Mônica Veloso conta que Sarney sempre estava presente nos jantares em que ela fazia companhia para o amante Calheiros.

A jornalista diz que Sarney, sempre sorridente, lembrava o período em que ela esteve no Maranhão fazendo a campanha da segunda eleição de Roseana Sarney ao Governo do Estado.

Castelo aceita Zé I

Mesmo não tendo comparecido à reunião do PSDB maranhense em Brasília, que definiu a posição dos tucanos em favor do nome do ex-governador José Reinaldo Tavares para disputar a sucessão de Tadeu Palácio, o ex-deputado federal João Castelo concordou com o partido.

Castelo aceita Zé II

O presidente da Emap, porém, fez a seguinte condição: desde que o ex-governador tenha o apoio do governador Jackson Lago. Do contrário, Castelo vai deixar a Emap e entrar na disputa, até porque lidera com folga a preferência dos eleitores da capital, segundo as últimas pesquisas.

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nov

22

14:29

Nem Eduardo Teles, nem Mauro Jorge e muito menos Herbeth Fontinele estão cotados para substituir o falecido jornalista Mauro Bezerra na secretaria de Esporte.

O governador Jackson Lago estaria inclinado a nomear uma filha de Bezerra, que é advogada e entende do ramo.

Trabalho

Praticamente sozinho, o deputado Ricardo Murad carrega a bancada da oposição. A sua maneira firme e atuante na tribuna da AL tem dado trabalho para a bancada governista. Murad já foi presidente da Assembléia e deputado federal. Portanto, é experimentado.

Cuspindo no prato

O deputado Hélio Soares refrescou a memória dos colegas que hoje criticam a senadora Roseana Sarney e condenam os métodos políticos do grupo Sarney.

“Interessante é que essas denúncias eles não faziam no período que davam sustentação ao grupo. Com exceção dos deputados Helena Heluy e Valdinar Barros, todos os outros só viviam na casa de Sarney”, recordou o parlamentar.

Na oligarquia

Tem razão o deputado Hélio Soares quando refresca a memória dos ex-aliados de Sarney.

Os que começaram, a partir de 2006, a pedir o fim da oligarquia, são filhos e netos da própria oligarquia. Alguns, tudo o que possuem, devem ao senador José Sarney, como Edson Vidigal e Roberto Rocha.

Mudanças

Jackson Lago, ao contrário da maioria, há muito vem pregando o fim da oligarquia, embora tenha estado com Roseana Sarney na sua última eleição municipal.

Porém, nunca é tarde reconhecer o erro. Pior é permanecer errando. As mudanças fazem parte do jogo democrático, inclusive aquelas nitidamente para se manter no poder. No caso do Maranhão, o que se observou foi uma debandada quando a maioria sentiu o barco fazer água.

Reprovados

Em Newton Bello, dois ex-prefeitos com chances eleitorais não poderão participar da eleição de 2008. Motivo: tiveram as contas rejeitadas pela Câmara Municipal e pelo TCE. Douglas e Ubirajara estão fora do páreo.

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nov

21

9:35

A secretaria de Educação de Caxias, professora Sílvia Carvalho, deixou claro ontem que o ensino ao pé da mangueira, denunciado duas vezes pelo Fantástico, vai continuar. Quer queiram a Globo, os governos federal e estadual, ou até mesmo quem libera os recursos do Fundeb para a Princesa do Sertão.

No pé da mangueira II

A professora (imagine se não fosse educadora) acha que o espaço físico, o pé da mangueira, local em que uma turma de alunos de Caxias estuda, pouco importa.

Para a “educadora”, o que interessa mesmo é a qualidade do ensino. Claro que a qualidade é fundamental, mas uma boa acomodação (espaço físico) também se faz necessária.

No pé da mangueira III

Imagina, então, a professora dando aulas debaixo de um pé de mangueira, conforme levado ao ar pela TV Globo, no Fantástico, com as crianças fazendo necessidades fisiológicas no mato, correndo o risco de picadas de cobras. Para a professora isso não importa.

Imagina, então, alunos levando pedaços de madeiras para se proteger das mangas que caem a todo instantes e podem bater firme na cabeça de um deles. Para a professora Sílvia Carvalho, nada disso importa.

No pé da mangueira IV

Para piorar a situação dos alunos de Caxias que estudam debaixo do pé da mangueira por falta de salas de aulas, o prefeito Humberto Coutinho disse que não via nada demais no fato. “Na sala de aula é calorento. No pé da mangueira é ventilado”, argumentou o prefeito, que, por acaso, é médico.

Imagina, então, se o médico Humberto Coutinho fosse fazer uma cirurgia debaixo do pé da mangueira, local bastante ventilado, ouvindo a queda das frutas e das folhas, sob o clima fresco e poeirento. Para ele, pouco isso importa.

No pé da mangueira V

Humberto Coutinho, por acaso prefeito de Caxias, teve a coragem de dizer que os recursos do Fundeb, cerca de R$ 28 milhões, estão comprometidos em quase 90% no pagamento de folha de pessoal da educação e, pasmem senhores, na reforma das escolas.

Imagina, então, se sobrasse alguma coisa daria para reformar a mangueira, podando os galhos, com as varas fazendo o mictório, e com as folhas daria pra cobrir a cabeça das crianças. Mas isso para o prefeito é impossível, ou inimaginável. Afinal, debaixo do pé da mangueira é ecologicamente correto e ventilado.

Erro de Castelo

O ex-deputado federal João Castelo, atual dirigente da Emap, virou alvo do senador José Sarney na luta pelo domínio do Porto do Itaqui. Se perder a batalha será apenas por um simples motivo: ser filiado ao PSDB, partido ferrenho adversário do presidente Lula.

Boatos

Onda de boatos espalhou ontem nos corredores da Assembléia Legislativa a exoneração do secretário de Saúde, médico Edmundo Gomes.

O secretário teve que, ao telefone, explicar para os boateiros que era tudo mentira. É assim que se faz oposição no Maranhão.

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