Blog do Cardoso

Bastidores da política local e nacional

mai

14

16:16

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje, pela manhã, à reportagem da Band News, que a denúncia oferecida pelo procurador Geral da República, Antônio Fernando de Sousa, contra o governador Jackson Lago, não prova nada. “Se aceito pelo Superior Tribunal de Justiça, agora é que o processo vai ser aberto. Além disso, todos os acusados terão oportunidades de se defender”, explicou Genro.

Que esse esclarecimento seja lido por alguns amigos do prefeito de São Luís que andam sorridentes; imaginando que, com o episódio, Tadeu Palácio cresceu e Jackson Lago murchou.

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abr

05

21:40

Rapina

A segunda etapa da Operação Rapina não foi concluída. A Polícia Federal aguardava mais três prefeitos e dois presidentes de Câmara Municipais que haviam mandado seus auxiliares para o escritório de contabilidade da rua 23 de novembro, na Camboa, na noite de terça-feira última.

Quando souberam da presença dos federais na manhã de quarta-feira, sumiram, inclusive de seus municípios. Um deles é a prefeita de Carutapera. O escritório serviu, durante dois dias que antec ederam ao prazo para prestação de contas junto ao TCE, para fabricar documentações fiscais.

Os donos do escritório de contabilidade permanecem presos sob custódia da Polícia Federal. As mulheres, em número de quatro, na antiga Delegacia Metropolitana, no Olho D`água. Os homens, em número de nove, no Presídio de Pedrinhas. Advogados, incluindo nomes da direção estadual do OAB, fazem a defesa e engordam a receita.

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abr

03

10:29

Boa parte dos prefeitos presos pela Operação Rapina, de um total de nove, terá que desistir da reeleição. É que, na época, a PF ficou com as documentações das prefeituras apreendidas em sua sede.

A maioria diz respeito à prestação de contas. Como os prefeitos estão sem os documentos fiscais apreendidos, não tiveram como prestar contas do exercício de 2007.

O mesmo vai acontecer com os prefeitos de Marajá do Sena e Centro Novo, presos ontem por fraude em documentos fiscais.

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abr

03

10:27

Desde a Operação Rapina, que resultou na prisão do prefeito Tema Cunha, nunca mais a Famem foi a mesma.

A entidade não reúne mais os prefeitos e ficou, ao que parece, sem autoridade o moral para cobrar qualquer coisa.

Para a maioria dos prefeitos, o presidente Tema Cunha deveria se tocar a pedir o afastamento da direção para o bem da entidade e do municipalismo.

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abr

02

14:21

Desde ontem à noite um grupo de policiais federais, comandados pelo delegado Pedro Meireles, o mesmo que comandou a Operação Rapina no Maranhão, vigiava um escritório de contabilidade situado à rua 23 de novembro, na Camboa.

Durante o período, prefeitos e presidente de Câmaras Municipais entravam e saiam. Os PFs não podiam fazer nada porque a lei não permite a invasão de domicílio no período da noite.

O corre-corre dos políticos ao escritório, pertencente a contadora de nome Fátima, acontecia porque hoje é o último dia para que prefeitos e presidentes de Câmaras prestem contas ao TCE.

Pela manhã, por volta das 10h, os policiais entraram no escritório e teriam apreendido 20 computadores e seis pen drive e prenderam no local quatro contadores e mais dois prefeitos.

Até o momento, 14h15, ainda não se sabia os nomes dos prefeitos

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dez

21

8:45

Foi preciso dobrar a tiragem do Jornal A Tarde para atender aos pedidos de proprietários de bancas do centro e da periferia, dos que vendem jornais nas feiras e, inclusive, em alguns jornaleiros.

Na dianteira II

O estouro do jornal começou de fato com a cobertura (uma das melhores) da Operação Rapina. No dia da publicação dos nomes dos presos e dos foragidos, em primeira página, não deu pra ninguém. Quem não encontrou mais nas bancas, desde as 10h de sábado passado, ficou sem o Jornal A Tarde. Não adiantou bater às portas da sede do jornal porque ficamos apenas com reduzido número para arquivo.

Na dianteira III

O Jornal A Tarde há dois meses passou a ocupar a quarta posição em tiragem e de venda em bancas. Além do volume expressivo de assinaturas, distribuímos gratuitamente o A Tarde nos terminais de integração de ônibus e em pontos estratégicos como salão de beleza, hospitais, clínicas, restaurantes, hotéis e outros. Estamos, também, em 26 municípios.

Na dianteira IV

A penetração do Jornal A Tarde é uma realidade. A cobertura da Operação Rapina, agora com a divulgação exclusiva dos depoimentos dos envolvidos, só veio consolidar nossa posição no mercado. Nosso distribuidor, o mesmo dos outros jornais do nosso porte, confirma que, com apenas seis meses de existência, somos o jornal que mais cresceu no segundo semestre de 2007. O que nos encoraja a fazer melhor em 2008.

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dez

20

9:29

O prefeito de Araioses, Zé Tude, com 82 anos, é colecionador de relógios que custam os olhos da cara. Não possui nenhum Rolex de ouro, mas tem oito redondos de causar inveja, entre eles dois Midos.

Salário do contador

Zé Tude disse, após deixar a prisão, que ganha como prefeito somente R$ 5 mil líquidos, mas teve a cara de pau de informar que seu contador, o enrolado Waldely Moraes, percebe mensalmente R$ 11 mil da prefeitura de Araioses.

O contador é pago para fraudar licitações em Araioses, superfaturar preços de obras e, ao mesmo tempo, encher os bolsos de Zé Tude. Por isso, ambos foram presos pela Operação Rapina. Os dois rapineiros estão soltos.

Isolado

O prefeito Tadeu Palácio caminha para a solidão que cabe aos políticos em final de mandato, principalmente os que não construíram grupos.

Palácio, pelo o que se sabe, não tem um vereador que ele possa chamar de seu, não elegeu um deputado estadual e ainda corre o risco de não emplacar seu candidato, o secretário Canindé Barros.

Só promessas

A propósito de Tadeu Palácio, o prefeito de São Luís deve encerrar o mandato com apenas 20% das promessas cumpridas.

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dez

18

20:53

Eis que retorno depois de um longo e cansativo trabalho. Estive, na verdade, ocupado na cobertura da Operação Rapina. Era (ou é?) muita rapinagem para um humilhe jornalista acompanhar.

Por isso peço desculpas aos milhares de leitores do meu blogger pela ausência de três dias. Estou de volta, agora com mais assiduidade. Ao que interessa.

Armação I

A principal cabeça do desvio de verbas das prefeituras, segundo o superintendente da Polícia Federal do Maranhão, Gustavo Gominho, é o proprietário do escritório de contabilidade da Eplam e Ecoplam, Waldely Leite de Moraes. Dono da mais bela mansão hollywodiana de Barreirinhas, Moraes trava guerra com o presidente do TCE, conselheiro Edmar Cutrim. Ex-diretor do TCE, o contabilista se acha prejudicado pelo presidente da entidade desde 2006.

Teria feito uma carta e enviada aos órgãos de imprensa acusando o presidente do TCE de envolvimento em aprovações de contas de prefeitos corruptos.

Armação II

O conselheiro Edmar Cutrim o processou. Ou melhor, tornou-se seu inimigo. E mais: Moraes (ou Waldely) foi à forra. Disse a um deputado amigo que Cutrim teria sido o responsável pela sua prisão (pego pela Operação Rapina).

O rapineiro, então, insinuou em depoimento aos federais que Cutrim poderia estar envolvido em um esquema para garantir ao filho advogado os serviços de prefeituras. Não citou nomes. Chutou.

Armação III

Indagado se sabia do envolvimento de Cutrim na operação Rapina, não soube responder. Disse apenas que “ouviu dizer” que o filho do presidente do TCE advogava para prefeituras. A um deputado amigo falou que achava que o presidente do TCE era o responsável por sua prisão e que iria se vingar.

Armação IV

A Polícia Federal, no curso das investigações, joga com um método antigo que às vezes funciona ou quando não faz ao depoente criar um álibi para se livrar da situação de réu. Uma Pena! Nenhum dos nós pode estar livre de uma barata acusação.

Meu blogger não tem nenhuma procuração para defender o senhor Edmar Cutrim, mas fico assustado que todas as prefeituras (quatro das nove) envolvidas na Operação Rapina, clientes do senhor Waldely Moaraes (ou sujeito?) tenham tido as contas reprovada pelo TCE. É cisma minha ou estou equivocado?

Ao telefone

O deputado Marcos Caldas disse ontem que cobrou por telefone dinheiro devido do prefeito de Paulo Ramos. Eram valores correspondentes, segundo o parlamentar, ao fornecimento de combustível de posto de sua propriedade. É o parlamentar flagrado em conversas grampeadas pela Polícia Federal. Na verdade, dinheiro alto emprestado.

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